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Mototaxista morto a pauladas é homenageado

O crime aconteceu por volta das 9 horas de terça-feira

11 DEZ 2008 - 06h:30Por Redação

A emoção marcou a carreata que colegas de profissão, amigos e familiares realizaram ontem (10) à tarde, durante o trajeto do velório ao cemitério municipal, em homenagem ao mototaxista Agenor Mendes da Silva, 35 anos, brutalmente assassinado na manhã de terça-feira (9), no Jardim Capilé. A tristeza também era marcante no semblante das pessoas, enquanto o corpo era velado e ainda no enterro.
Pelo menos 50 mototaxistas, mais uns 15 carros, seguiram o séqüito até o cemitério, onde Agenor foi enterrado, por volta das 16h, cerca de 30 horas depois de ser atacado a pauladas, no quintal de uma residência da rua Santa Branca, no Jardim Capilé.
O crime aconteceu por volta das 9 horas de terça-feira, após o mototaxista, realizar uma corrida do bairro São João até o Jardim Capilé, onde deixou a dona-de-casa Vânia Cardoso Pereira de Souza na residência da filha, a também dona-de-casa Rosileine Pereira de Souza. Houve uma discussão entre o Agenor e o genro de Vânia, o pedreiro Cristiano Souza Câmara, 22 anos.
Após a discussão, Cristiano agrediu violentamente Agenor com um pedaço de pau, aplicando golpe na cabeça, causando-lhe grave ferimento e hemorragia. Ele foi socorrido por uma unidade de Resgate (UR-18) do Corpo de Bombeiros, já desfalecido, sendo levado para o Pronto Socorro do Hospital Auxiliadora.
A princípio, Vânia informou aos policiais militares que cobriram a ocorrência que Agenor é antigo conhecido da sua filha e do genro, autor do homicídio. Ela e a filha estavam inconformadas com o que havia acontecido. A Polícia continua ouvindo testemunhas e aguarda laudo pericial para certificar as causas da morte e circunstâncias do crime.
Agenor acabou falecendo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do hospital Nossa Senhora Auxiliadora, no final da tarde.

ÚLTIMO ADEUS


Ao chegarem na porta do cemitério, os mototaxistas participantes da carreata se postaram  divididos na via de acesso, formando duas colunas. Enquanto o carro funerário passava entre eles em direção à entrada do campo santo, todos batiam palmas, reverenciando em prantos o colega.
“Ele era o mais alegre do ponto; brincava com todo mundo”, disse um mototaxista que também trabalha no ponto “Mais Você”, localizado na avenida Clodoaldo Garcia, em frente à Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, no bairro Santos Dumont. Esse mesmo colega de Agenor disse que “parece que ele sentia que poderia ser a vigésima quinta vítima de homicídio na cidade, pois quando aconteceu a morte do tatuador (e grafiteiro Marcos Antônio Dias, no dia 3, no bairro Interlagos) ele disse ‘olha este ano já foram 24 assassinatos’, se preocupando com a violência”.
Antes de o corpo deixar o velório municipal, colegas de Agenor colocaram nos coletes que usam no serviço um cartaz colorido: “Cristiano. Procurado Homicida – Informações ligue: 190 ou 9090-3524-5427”.

 

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