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OPERAÇÃO EPÍSTOLAS

PF faz operação em MS e 4 estados contra quadrilha de Fernandinho Beira-Mar

Operação Epístolas foi deflagrada nesta quarta-feira (23) contra tráfico de drogas

24 MAI 2017 - 10h:17Por Kelly Martins

A Polícia Federal cumpre mandados de prisão, busca e apreensão, em Mato Grosso do Sul e outros quatro estados, além do distrito federal, na operação “Epístolas”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (24) contra tráfico de drogas. A ação criminosa seria liderada por uma quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar, que está preso há 11 anos, preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia. Segundo a PF, a organização criminosa teria movimentado R$ 9 milhões.

Estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, 13 de prisão temporária, 27 de condução coercitiva, 85 de busca e apreensão, além de diversas outras medidas cautelares, bloqueio de 51 contas bancárias e suspensão de atividades comerciais de nove empresas. As medidas da 3ª Vara Federal de Porto Velho estão sendo cumpridas em Rondônia, no Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

As investigações se iniciaram há um ano com a apreensão de um bilhete picotado em uma marmita encontrado por agentes federais de execução penal na Penitenciária Federal de Porto Velho. Após a reconstituição e exame grafotécnico, atestou-se ter sido escrito pelo líder da quadrilha, preso naquela unidade. Pelo documento, foi possível identificar ordens a outros integrantes do grupo que se encontravam em liberdade. Foram apreendidos cerca de 50 bilhetes redigidos ou endereçados ao interno que eram entregues por um esquema elaborado para a transmissão de seus recados.

Para tentar comprovar a origem dos rendimentos, foi montado um forte esquema de lavagem de capitais através de empresas de fachada e estabelecimentos comerciais, sobretudo casas de shows e bares, além de aquisições e reformas imobiliárias. Estima-se que a organização chegue a movimentar mensalmente valores superiores a R$ 1 milhão, em razão das atividades ilícitas desempenhadas, sendo identificados preliminarmente bens pertencentes ao grupo avaliados em aproximadamente R$ 30 milhões.

Os presos preventivamente em outros estados serão levados para o estado de Rondônia, sendo determinada a transferência imediata do líder e do comparsa responsável pela saída e entrada dos bilhetes para outra unidade do sistema penitenciário federal e a inclusão emergencial de alguns integrantes na Penitenciária Federal de Porto Velho, como forma de desarticular a organização criminosa.

(Com informações da assessoria)

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