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Policiais civis e militares encerram greve

Após negociações em que os servidores recuaram um pouco e o governo também cedeu, os policiais civis e militares decidiram voltar ao trabalho. Em Três Lagoas, onde os policiais civis só decidiu aderir à greve ontem de manhã, a paralisação durou

23 MAI 2013 - 07h:19Por Arthur Freire/JP

Policiais civis e militares colocaram fim aos movimentos grevistas e retomaram as atividades no fim da tarde de ontem. A decisão ocorreu após reuniões com representantes da classe e do governo estadual, intermediadas pelo presidente da Assembleia Legislativa Jerson Domingos.

Conforme informações do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS), em Campo Grande, a classe decidiu pelo fim da greve -deflagrada na última sexta-feira em boa parte do Estado - depois da proposta de reajuste enviada pelo governador André Puccinelli à Assembleia Legislativa, aprovada ontem pelos parlamentares.

Para a classe de investigadores e escrivães da Polícia Civil, o governo do Estado propôs 7% de reajuste neste ano e dois aumentos em 2014: 9% em maio de 2014 e 11% no mês de dezembro, antecipando o reajuste que viria em 2015. A proposta foi apresentada pelo presidente da Assembleia, Jerson Domingos, em uma reunião que contou com a presença de cerca de 200 policiais.

Em nota oficial, o presidente do Sinpol, Alexandre Barbosa da Silva, afirmou que a categoria não concorda com o índice oferecido pelo governo, mas, como a proposta foi votada ontem, os policiais decidiram pelo retorno às atividades.

“Os policiais civis não concordam com o reajuste que o governo ofereceu, porém, como a proposta já estava na pauta do dia e o mesmo projeto não pôde ser votado duas vezes no mesmo ano, a categoria não impediu que fosse votada”, explicou.

A insatisfação deve-se ao aumento de 7% para este ano. Porém, o presidente destaca alguns benefícios conquistados, como a extensão da Etapa Alimentação a todos os policiais civis. Atualmente, apenas 800 servidores recebem o benefício, além de ser reajustado de R$ 84 para R$100.

Em Três Lagoas, a paralisação dos policiais civis iniciou-se às 8h de ontem, após reunião realizada pelo Sinpol na noite de terça-feira, e foi encerrada por volta das 16h. Depois das notícias sobre um acordo, os policiais realizaram uma assembleia geral em frente à 1ª Delegacia de Polícia, onde estavam reunidos em protesto. Ao todo, 17 policiais civis suspenderam as atividades por aproximadamente oito horas. Nesse período, nenhum boletim de ocorrência foi registrado – a média de BOs nas delegacias de Três Lagoas chega a até 80 por dia.

POLÍCIA MILITAR

Também por volta das 16h de ontem, os cabos e soldados da Polícia Militar colocaram um fim no movimento de aquartelamento. A paralisação da classe durou pouco mais de 24h e fez com que, durante esse período, a segurança da população fosse mantida por sargentos e oficiais.

Conforme diretor regional da Associação de Cabos e Soldados de Mato Grosso do Sul, o cabo Paulo Freitas de Queiroz, a decisão foi tomada em assembleia geral da classe, que aconteceu em Campo Grande, logo após a reunião com o presidente da Assembleia Legislativa. Os policiais retornaram ao trabalho logo após a votação.

“No interior, os policiais não concordaram com o acordo. Mas, como a assembleia aconteceu em Campo Grande, e é a maioria que decide, retornamos ao trabalho”, completou.

Aos policiais militares, o governo do Estado propôs 7% de aumento para este ano e abono de R$ 100 no vale-refeição. Já para o próximo ano, os policiais militares terão 10% de aumento em maio, 18% para soldados e 12% para os cabos em dezembro do mesmo ano.

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