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Roubo de dados: Desembargador de MS foi espionado

Além do desembargador Julio Roberto Siqueira, foram espionados e tiveram telefones grampeados o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo no Senado.

28 NOV 2012 - 07h:48Por Reprodução

O desembargador Julio Roberto Siqueira Cardoso, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, foi espionado por uma segunda quadrilha de roubo de dados. O esquema foi descoberto pela Polícia Federal no curso das investigações da Operação Porto Seguro, que desmantelou rede de corrupção e tráfico de influência em estruturas do Governo Federal.

De acordo com o Jornal da Globo, a Polícia Federal chegou a uma advogada conhecida como “rainha do divórcio” e a uma segunda quadrilha, que espionou diversas autoridades para obtenção de dados. 

Além do desembargador Julio Roberto Siqueira, foram espionados e tiveram telefones grampeados o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo no Senado, o ex-ministro da previdência Carlos Eduardo Gabas, e o desembargador Luis Fernando Salles Rossi, do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo. Outras 10 mil pessoas podem ter sido vítimas da quadrilha.

Para a polícia, desde 2007, funcionários do escritório de Priscila Corrêa da Fonseca, conhecida advogada no ramo de família, compraram informações sigilosas. Professora da Faculdade de Direito da USP, ela ganhou dos alunos o apelido de “Priscila, rainha do divórcio”.

A advogada está entre os 57 indiciados pela Polícia Federal na Operação Durkheim. Segundo a Polícia Federal, era a secretária de Priscila, Miriam Machado do Carmo, a responsável pela compra dos dados, entre eles declarações de Imposto de Renda, que seriam usados em processos, como os de divórcio.

É a pedido do escritório de Priscila, segundo a polícia, que Eliane Francisca Pereira, uma das detetives presas na operação, levanta dados de Imposto de Renda de uma mulher que estava se divorciando. 

Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu uma segunda quadrilha que praticava crimes financeiros. Itamar Ferreira Damião e José Carlos Ayres, para a polícia, agiam como intermediadores de sete grupos de doleiros. Um agente da policia federal é acusado de participar do esquema.

Segundo a polícia, eles enviavam recursos de clientes para o exterior e também parte do dinheiro arrecadado com a venda de informações sigilosas. O dinheiro ia principalmente para 20 contas em Hong Kong, na China, e, de lá, para diversos países. Com a quadrilha, a polícia aprendeu 29 carros e o equivalente a mais R$ 350 mil em diversas moedas.

OUTRO LADO

Segundo o Jornal da Globo, o advogado de Itamar Ferreira Damião disse que o cliente dele não é chefe de nenhuma organização criminosa. Já o advogado de José Carlos Ayres não foi encontrado.

O
escritório de Priscila Corrêa da Fonseca disse ter sido citado pela Polícia Federal porque duas profissionais autônomas que prestaram serviços no passado são investigadas, e que as atividades do escritório de advocacia não estão sendo investigadas na operação.

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