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Segurança fecha base de inteligência na fronteira de MS com Paraguai

A atuação dos policiais na região era resultado de um projeto piloto no País

24 JAN 2013 - 15h:07Por Redação

A base da Agência de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, que funcionava na fronteira com o Paraguai está fechada desde outubro do ano passado por determinação da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). O motivo alegado: o local foi exposto em reportagem de uma emissora de televisão.

A base era em imóvel sequestrado de traficante. A atuação dos policiais na região era resultado de um projeto piloto no País e teve início em outubro de 2011 e terminou em novembro de 2012. “Funcionou bem”, avalia o promotor de Justiça em Amambai, Eteocles Brito Mendonça Dias Júnior.

“É uma perda, porque quanto mais instituições ajudando no combate ao crime, melhor”, diz o promotor, que ajudou na instalação da base, aparelhada com recursos do MPE. “No período em que a base funcionou, percebemos o aumento significativo na apreensão de drogas”, fala Eteocles.

Os 13 meses de serviço da Inteligência na região resultou em 124 prisões e apreensões de oito armas; 37,19 quilos de cocaína; 22,6 toneladas de maconha; 1,54 de haxixe e recuperação de 79 veículos roubados ou furtados. E não era apenas no combate ao tráfico que os policiais atuavam. Trabalhavam também no combate à aftosa e ao contrabando.

Em ofício de 29 de outubro de 2012, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, determinou ao Comando Geral da PM “a suspensão das atividades da base de inteligência da PM”.

No documento, a justificativa para o fechamento é uma reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record. Para a Sejusp, conforme o ofício, a reportagem detalhou o trabalho policial e colocou em risco a vida dos militares.

Chefe da Agência de Inteligência, o tenente-coronel Luís Antônio Sá Braga apenas confirmou o encerramento das atividades e disse que não está autorizado a falar sobre o assunto. O comandante da PM, coronel Carlos Alberto David dos Santos, não foi encontrado.

De acordo com a Sejusp, informações sobre o assunto não podem ser fornecidas “devido à natureza da atividade de inteligência”. A Secretaria informou ainda que toda “mudança ou adequação não prejudica a sociedade nem as atividades fim desempenhadas pelas instituições de segurança pública”.

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