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Decisão do PMBD em ter candidatos nas duas Casas faz parte do jogo, diz Chinaglia

Prestes a deixar a presidência da Câmara, o petista fez um balanço de sua administração e se disse satisfeito com os dois anos à frente da Casa

2 FEV 2009 - 10h:20Por Redação

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou há pouco que não acredita que a decisão do PMDB de lançar candidatura à presidência das duas Casas crie constrangimento entre os poderes Executivo e Legislativo. A postura do PMDB, segundo Chinaglia, faz parte do jogo.

“O presidente da República sabia que, tanto a Câmara quanto o Senado, têm o direito de escolher [seu presidente] sem interferência do Executivo. A única coisa que já foi registrada é que não pega bem no lançamento da candidatura do Tião Viana (PT-AC), em um jantar com o presidente da República, vários senadores do PMDB manifestando apoio ao senador Tião Viana e depois, de forma surpreendente, lançar a candidatura de um daqueles que estava lá”, argumentou referindo-se à candidatura de José Sarney (PMDB-AP) para presidência do Senado.

“Não creio que isso evolua para constrangimento. Com as regras, todos podem jogar”, complementou Chinaglia.

Prestes a deixar a presidência da Câmara, o petista fez um balanço de sua administração e se disse satisfeito com os dois anos à frente da Casa. “Estou satisfeito, porque sempre tive o apoio de todos da mesa e de todos parlamentares. Temos muito a apresentar, tanto no campo da política, com no administrativo”, disse.

Mesmo sem ter conseguido aprovar a reforma política, o petista afirmou que na sua gestão foram aprovados projetos importantes como a Lei Seca, a resolução das Nações Unidas que protege as pessoas com deficiência e também a mudança no rito das medidas provisórias. “Um dos símbolos que colocamos no nosso plano era a mudança do rito das medidas provisórias e conseguimos, por acordo, aprovar no primeiro turno a alteração”, pontuou.

No campo administrativo, Chinaglia afirmou que conseguiu negociar a folha de ponto dos servidores da Casa o que gerou uma economia superior a R$ 300 milhões. “Isso paga o salário de todos os deputados em dois anos. Saio com a convicção, salvo alguma intempérie, conseguimos ter um ambiente de respeito e nesses dois anos a Câmara não teve nenhum problema grave”.


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