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Governo vai investir R$ 8,5 milhões nas aldeias indígenas

Os recursos serão investidos na melhoria e ampliação da rede de água

6 JAN 2009 - 14h:37Por Redação

O governador André Puccinelli assinou convênio hoje (6) de manhã com o coordenador regional da Funasa, Flávio Brito Neto, que prevê investimento de R$ 8,5 milhões nas aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul. Os recursos serão investidos na melhoria e ampliação da rede de água.

No final do ano passado, o governador ao visitar diversas aldeias do Estado,  durante  entrega de cestas básicas (foto), ficou sensibilizado com o problema da falta saneamento básico em algumas regiões. Desta forma, por meio do secretário estadual de Obras e de Transporte, Edson Giroto, conseguiu viabilizar a verba junto ao Governo Federal por meio do Programa  de Aceleração do Crescimento – PAC.

No mês passado, quando esteve visitando os índios da aldeia Bororó e Jaguapirú, o governador André Puccinelli destacou que irá realizar vários projetos buscando garantir a inclusão social indígena. "Quando cheguei no governo, falei para minha equipe que tínhamos que andar pelo Estado para conhecer as necessidades dos índios. Queremos ver de perto o que os índios querem, saber quais as necessidades das famílias", disse o governador em seu discurso.

Os recursos do PAC foram repassados ao Estado, que ficará responsável em licitar e fiscalizar as obras. Os R$ 8,5 milhões serão investidos em 61 aldeias. De acordo com Flávio Britto,  outros R$ 4 milhões serão investidos diretamente pela Funasa.

"A garantia destes recursos demonstra que essa integração entre a Funasa e o governo do Estado está dando certo. Nossa meta é garantir que  95% das famílias indígenas contem com água encanada em 2010. Hoje, o percentual gira em torno de 89%. Esse recurso do PAC que conseguimos representa um grande passo para atingirmos esse objetivo", informou.

Ele lembrou que graças a essa prioridade de investimentos, o Estado conseguiu reduzir o índice de mortalidade infantil nas aldeias significativamente. Antes o Estado registrava um índice de 142 mortes por 1000 crianças indígenas e hoje o índice é de 30 mortes.

"Essa é a demonstração de que nunca o índio foi tão lembrado como agora. Estamos resgatando a dignidade e cidadania nas aldeias", destaca Flávio Britto.

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