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Instrutor de motocicleta tenta barrar Resolução do Contran

A reunião dos instrutores, prevista para esta segunda quinzena de novembro, foi adiada para 6 de dezembro em Belo Horizonte

22 NOV 2008 - 07h:35Por Redação

Instrutores de trânsito de Mato Grosso do Sul querem o apoio de deputados
federais e senadores do Estado no documento que será elaborado pela categoria de todo o Brasil contra a Resolução 285 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Eles alegam que é praticamente inviável e inseguro obedecer à Resolução, que estabelece a obrigação dos instrutores saírem pelas ruas das cidades na garupa de alunos aprendizes de motociclismo. Essa determinação começa a vigorar em janeiro de 2009. A informação é do presidente do Sindicato dos Instrutores e Funcionários de Centro de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul (Sindif), Paulo Benites. Ele foi o primeiro que levantou o problema sobre o perigo que essa lei representa para a segurança, tanto de instrutores como de alunos. Em outubro, ele levou o problema para a categoria dos demais Estados, num encontro realizado em São Paulo. Foi a partir daí que todos se deram conta do risco de morte que correrão as pessoas nesse processo de aprendizagem, se obedecerem à lei.
O problema maior, segundo Benites, é que, mesmo para os motociclistas profissionais, acostumados ao trânsito tumultuado ou não, como em cidades como São Paulo, o  perigo de acidentes está sempre rondando essas pessoas, com uma incidência muito grande de mortes e ferimentos graves.


APOIO POLÍTICO


Na semana passada, durante encontro regional do Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (FST/MS), Paulo Benites, que integra esse movimento, aproveitou as presenças do senador Valter Pereira (PMDB) e do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), e solicitou-lhes apoio nessa luta contra a resolução do Contran. O sindicalista informou que os dois parlamentares foram solidários ao trabalho. Tanto, que teriam colocado seus gabinetes em Brasília à disposição do sindicato para incrementar as ações.
Os instrutores de Mato Grosso do Sul pretendem coletar assinaturas dos parlamentares da bancada do Estado para anexar ao documento que será elaborado e encaminhado ao Contran. A categoria conta também com o apoio da Força Sindical de Mato Grosso do Sul.
“No dia 6 de dezembro vamos elaborar esse documento e apresentar oficialmente ao Contran e demais órgãos que legislam sobre o trânsito no Brasil, nossa posição de não cumprir essa lei”, comentou Benites. Ele lembrou que recentemente em Costa Rica uma aluna que transitava pelas ruas da cidade com um instrutor na garupa acabou sofrendo um acidente e morreu. O instrutor ficou gravemente ferido. Exemplos como esses existem em todo o Brasil, desde que as escolas de trânsito passaram a obrigar os instrutores a antecederem o vigor da lei e irem para as ruas com os alunos.

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