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Lula, Morales e Puccinelli inauguram amanhã Corredor Interoceânico

Em julho de 2008, Mato Grosso do Sul sediou o Encontro Trilateral sobre o Corredor Rodoviário Interoceânico Chile-Bolívia-Brasil

14 JAN 2009 - 09h:10Por Redação

O presidente Luis Inácio Lula da Silva e o presidente boliviano Evo Morales, acompanhados pelo governador André Puccinelli, inauguram amanhã (15) os trechos Arroyo Concépcion-El Carmen e El Carmen-Roboré, do Corredor Rodoviário Interoceânico. A inauguração marca mais uma etapa da construção do corredor, lançada pelos dois presidentes e pela presidente do Chile, Michele Bachelet, em 2007.

Em julho de 2008, Mato Grosso do Sul sediou o Encontro Trilateral sobre o Corredor Rodoviário Interoceânico Chile-Bolívia-Brasil, quando delegações dos três países apresentaram o andamento dos investimentos em cada território. Na ocasião, o governador André Puccinelli, anfitrião do encontro, disse que esse é um sonho de muitas décadas que agora se materializa.

As delegações do encontro trilateral há seis meses contaram com as presenças dos embaixadores Álvaro Diaz (Chile) e Mauricio Dorfler (Bolívia); do embaixador brasileiro no Chile, Mario Vilalva; e do secretário nacional de Políticas de Transportes, Marcelo Perrupato. O evento, em Campo Grande, teve também as participações de autoridades transporte, aduana, imigração, controle sanitário e turismo, e representantes do setor empresarial do transporte de carga e de passageiros.

Coordenado no Brasil pelo Ministério dos Transportes, o Corredor Interoceânico consiste na interligação de estradas e no estabelecimento de acordos que facilitem o trânsito de cargas e pessoas, além do fomento ao turismo. A interligação será feita de leste a oeste da América do Sul, desde o porto de Santos (SP), no litoral atlântico brasileiro, até regiões portuárias chilenas de Iquique e Arica, no Oceano Pacífico. Mato Grosso do Sul, cortado pela BR-262, está nessa rota.

O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, revelou na ocasião que o potencial da área abrangida pelo novo corredor rodoviário é de 135 milhões de toneladas de produção de grãos. Além disso, tem grande potencialidade para explorar a atividade turística e tirar melhor proveito de atrativos como o Pantanal, o deserto do Atacama e a Região dos Vales.

“O projeto visa a inserção da economia dos países e a ampliação da nossa capacidade de competição internacional”, destacou, apontando que ao priorizar a proposta, os presidentes dos três países estão criando condições para as riquezas chegarem aos portos “e mais do que isso, estimulando o desenvolvimento da atividade dentro da própria região”.

Transporte intermodal

Embora o eixo central da integração sejam as estradas, o Ministério dos Transportes considera que um dos grandes benefícios é facilitação e o estímulo ao transporte intermodal. A organização viária possibilita articulação com rodovias e ferrovias nas regiões de abrangência.

O encontro mostrou a convergência das autoridades dos três países. O secretário executivo do Ministério destacou a “clara disposição” da Bolívia em concluir as obras de pavimentação de estradas. Dois desses trechos serão entregues amanhã (15). As obras ainda pendentes para que a parte estrutural do corredor interoceânico seja inaugurada estão na Bolívia. Segundo afirmou o embaixador Maurício Dorfler, à época, o país enfrentava problemas em função do aumento de custo de matéria-prima, mas a conclusão está garantida para setembro de 2009.

Outro tema encaminhado no encontro trilateral de julho/2008 foi a necessidade de acertar aspectos operacionais em diversas áreas, que precisam ser ajustados para que o corredor funcione. O embaixador boliviano no Brasil e representantes dos ministérios dos transportes brasileiro e chileno apresentaram um panorama de como está a organização do corredor em cada país.

Mato Grosso do Sul

No território brasileiro, o principal eixo do corredor interoceânico compreende a BR-262 - que cruza Mato Grosso do Sul de Oeste a Leste e segue em território paulista. Durante o Encontro Trilateral Brasil-Bolívia-Chile, em julho, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Passos, assegurou que não faltarão recursos financeiros para recuperação da BR-262.

No mesmo mês, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) lançou quatro editais para contratar R$ 276 milhões em obras, montante previsto para ser aplicado durante dois anos em obras de restauração da rodovia, no subtrecho Aquidauana – Ladário. A licitação foi dividida em quatro lotes, compostos por segmentos de 68,6 quilômetros (valor global de R$ 39,8 milhões); 65,4 quilômetros (R$ 65,8 milhões); 82,8 quilômetros (R$ 102,9 milhões) e 65,5 quilômetros (R$ 67,7 milhões).

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