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Obama assume sob desafio de lutar contra a crise

O novo presidente dos EUA terá que superar uma das mais graves crises econômicas mundiais

20 JAN 2009 - 06h:05Por Redação

O democrata Barack Obama, que será empossado hoje (20) na Presidência dos Estados Unidos, necessitará de uma gestão audaciosa ante o desafio de oferecer alternativas de superação para uma das mais graves crises econômicas enfrentadas pelo país e também de promover um salto de qualidade nas relações multilaterais da superpotência. A avaliação é do ministro de Assuntos Estratégicos do governo brasileiro, Roberto Mangabeira Unger, conhecedor da cultura norte-americana, da personalidade de Obama – o democrata foi aluno de Unger na Universidade de Harvard – e de boa parte da equipe de auxiliares do novo presidente.
Segundo o ministro, a julgar pelas idéias dos principais colaboradores anunciados, o governo de Obama tenderia a uma trajetória “muito convencional”. Entretanto, o professor acredita que o ex-aluno será impelido a intervir e a garantir arrojo condizente com as expectativas despertadas na sociedade americana e mundial.
“A crise é uma grande aliada da imaginação. As pessoas que costumam aflorar ao primeiro nível do mundo raramente são pessoas muito auto-questionadoras. Geralmente acham que já sabem, mas não sabem, como a crise demonstrou. O presidente eleito teria que forçar a barra. Ele tem dito publicamente: “não se preocupem se muitos de meus colaboradores não parecem visionários, que eu providenciarei a visão”, assinalou Unger.
Em visita aos EUA na última semana, Unger apurou seis diretrizes já definidas no programa de governo de Obama: regular os mercados financeiros; adotar políticas fiscais e monetárias expansionistas; usar o poder do governo federal para aumentar a cobertura dos seguros privados de saúde; fomentar o uso de energias renováveis e tomar uma posição mais avançada em relação às mudanças climáticas; respeitar mais o multilateralismo nas relações institucionais e o “poder suave” em relação ao poder duro da intervenção militar; retirar tropas do Iraque e colocá-las no Afeganistão.
O ministro define a atual crise econômica vivida nos EUA como a mais forte sofrida desde a grande depressão do século 20. A perspectiva de adoção de políticas monetárias e fiscais expansionistas é vista com ressalvas por ele.

AMÉRICA LATINA

O novo presidente dos Estados Unidos deve mudar o relacionamento do país com a América Latina. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acredita que o momento político americano é também uma oportunidade para o fim do bloqueio econômico a Cuba.
“Os Estados Unidos, durante muito tempo, tiveram uma política equivocada para a América Latina”, afirmou, ao citar a interferência norte-americana na instalação de regimes autoritários no continente na década 1960.
Para Lula, o “olhar” de Barack Obama sobre a América Latina deve ser “democrático e desenvolvimentista”, principalmente para os países da América Central e do Caribe. O

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