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Projeto cede área para indústria de resíduos

A proposta é gerar, logo no início da atividade industrial, 30 novos empregos diretos

17 DEZ 2008 - 08h:13Por Redação

Projeto enviado ontem (16) à Câmara Municipal, com pedido de votação em regime de urgência, autoriza o Poder Executivo a ceder, em regime de comodato para posterior doação, uma área de 10 mil metros quadrados à empresa Coletrês Ltda.
A referida empresa, até agora, tinha as suas atividades empresariais na exploração do setor de caçambas para coleta e recolhimento de entulhos e resíduos de materiais de construção, pretende partir para o ramo industrial e gozar dos benefícios fiscais estaduais e municipais, previstos em Lei.
Segundo a mensagem da prefeita Simone Tebet, na justificativa do envio do referido Projeto de Lei, a nova empresa pretende partir para o ramo da industrialização de reciclagem de resíduos de materiais de construção.
A proposta é gerar, logo no início da atividade industrial, 30 novos empregos diretos, aumentando esse número, na medida do crescimento de sua produção industrial.
“Com a implantação dessa nova indústria no Município, resolvemos um dos sérios problemas de ordem ambiental, que é dar destino adequado aos  resíduos de materiais de construção”, explicou o chefe de Gabinete, Germano Molinari Filho, quando protocolava o referido Projeto de Lei, na secretaria da Câmara Municipal.

USP

Um projeto multidisciplinar desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) deu origem a um método inovador para a produção de areia e rochas britadas de alto desempenho mecânico.
Os produtos foram extraídos do entulho produzido na construção civil que, normalmente, ou é reciclado por usinas para gerar produtos de baixo valor agregado ou vai parar em aterros sem qualquer tipo de reúso.
Segundo os coordenadores do estudo que gerou a inovação, Vanderley John, professor do departamento de Engenharia de Construção Civil, e Carina Ulsen, pesquisadora do Laboratório de Caracterização Tecnológica, a melhor destinação da areia e da brita geradas pelo processo é o uso em concreto estrutural para construção de casas e edifícios, com exceção da aplicação em pontes.
"A areia e a brita desenvolvidas pelo estudo, cujos resultados foram obtidos pela união de conhecimentos de duas grandes áreas da Poli, as engenharias civil e de minas, podem ser utilizadas em construções que necessitam de um desempenho mecânico maior que 25 megapascal - o índice mínimo de resistência do concreto estrutural exigido pelas normas técnicas", disse.

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