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Vereadores não reeleitos se despedem da Câmara

A última sessão da Câmara foi marcada por agradecimentos, desabafo e críticas dos não eleitos

18 DEZ 2008 - 07h:45Por Redação

A sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (16) – a última sessão ordinária – foi marcada por despedidas, agradecimentos e críticas. Aos que foram reeleitos – 40% dos dez vereadores – ficaram os agradecimentos e elogios aos colegas de quatro anos de mandato. Já aos que deixaram o Legislativo, o momento foi de explanações e desabafos. O primeiro a se pronunciar durante o grande expediente foi o vereador reeleito Jorge Aparecido de Queiroz (PSDB), conhecido como Jorginho do Gás. Em seu discurso, após indicações, ele agradeceu aos colegas e proferiu palavras de consolo. “Ninguém perdeu, a vitória foi apenas adiada”, disse.
Em seguida, foi a vez do vereador Cláudio César de Alcântara (PMDB) usar a tribuna. A princípio, parabenizou os vereadores eleitos pela diplomação realizada na segunda-feira (15), porém criticou o esquecimento perante os vereadores não eleitos. “Não tenho do que reclamar ou me arrepender, tudo que fiz foi tentando acertar. Porém, a população, às vezes, só se lembra das obras realizadas pelo executivo. A sociedade elege para depois cuspir, denegrir, manchar este alguém. Basta não ter mandato para não ser lembrado”, disse, referindo-se ao fato de não ter sido convidado para a solenidade de diplomação.
O discurso de Waldomiro Aguirre (PMDB) foi mais tranqüilo. Ele fez uma leve retomada de sua carreira política (iniciada em 1993), citando ainda o único projeto, segundo ele, não aprovado pelo executivo: a Lei Seca, e pedindo para que os vereadores eleitos tomem frente a este projeto de Lei. “Eu não perdi a eleição, apenas vou deixar de ser vereador, mas estarei sempre à disposição”, declarou. O parlamentar também fez sugestões aos novos vereadores: “Esta Câmara (próxima legislatura) é bastante jovem, que precisa estudar. Hoje não é mais admissível um vereador que não entenda e conheça as Leis”, alertou, agradecendo pelo conhecimento adquirido.

Críticas


A mesma tranqüilidade não foi encontrada no vereador Gilsemar José Ferreira (PPS). Em seu discurso, o parlamentar fez críticas ferrenhas à comunidade evangélica, da qual ele faz parte. Segundo ele, as igrejas evangélicas de Três Lagoas – exceto três delas – devem se envolver mais em ações sociais em prol do Município. “Nestes quatro anos foram poucos os pastores que me visitaram. São poucas as que estão envolvidas e enxergam a necessidade da Cidade. O nosso comportamento político precisa ser reavaliado”.
Gil também alertou que estará “cuidando” das ações do novo legislativo. “Vou deixar de ser vereador, mas não deixo de ser cidadão. Sempre que minha opinião for diferente, vou dizer o que penso. Mas isto não quer dizer que não serei amigo de todos os vereadores”, ponderou.
Enquanto Gil foi o mais crítico, foi do vereador José Augusto Morila Guerra (PMDB) o discurso mais eloqüente. Depois de indicar que o novo prédio do Fórum de Três Lagoas seja batizado com o nome do advogado Juarez Mancini, ele disse: “È difícil ocupar a casa e dizer adeus. Como os votos disseram adeus. Alguma coisa acontece no caminho e fizeram esses votos mudar de direção. Alguma coisa de estranho pode ter acontecido, mas não é competência minha saber. Eu não devo nada a ninguém. A não ser o respeito aos funcionários dessa casa. Aos vereadores, família e amigos, esses sim eu devo gratidão, a ninguém mais. Essa é a minha verdade. Não sou ganancioso. Não sou covarde, sou homem de agir pela frente, e isso eu mostrei por quatro anos. A minha missão esta cumprida, eu saio pela porta da frente! Eu não devo nada a ninguém”.
Já Gilmar Garcia Tosta (PT) aproveitou para criticar o partido peemedebista. Tosta desistiu da candidatura para vereador nestas eleições para disputar no Executivo e diz não ter se arrependido. “Eu enfrentei a máquina econômica que é o PMDB porque era necessário enfrentar. Mas a cada dia fica mais claro que o poder econômico faz frente nessa democracia, no entanto, ainda há esperanças. Se o império romano caiu, o PMDB irá de cair também”.
O último a se pronunciar foi o presidente da Câmara, Antônio Rialino (PMDB), que aproveitou para fazer a sua última indicação ao Executivo: a abertura dos Centros Educacionais Infantis (CEIs) para que permanecessem em funcionamento no período de férias. Em seguida, ele também se despediu. “Encerramos estes mandatos da melhor forma possível, independente de quem ganhou ou perdeu as eleições. O que resta dizer é obrigado pela atenção e compreensão”.

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