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Agesul contrata projeto para 70 km da MS-040

A Consegv - Planejamento e Obras Ltda foi contratada pela Agesul para elaborar o projeto executivo com estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental da implantação de trecho de 70 quilômetros da MS-040

8 NOV 2012 - 07h:44Por Arquivo

A Consegv - Planejamento e Obras Ltda foi contratada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) para elaborar o projeto executivo com estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental da implantação de trecho de 70 quilômetros da MS-040, que liga a divisa SP-MS em Brasilândia e Santa Rita do Pardo até Campo Grande. A rodovia, de 340 km, cria um novo eixo rodoviário entre a Capital do Estado e São Paulo.

A luta pela pavimentação da rodovia, que tem trechos ainda não implantados, depende da federalização, já aprovada pela Comissão de Infraestrutura do Senado. São necessários aproximadamente R$ 300 milhões para pavimentar todo o percurso.

O asfaltamento aliviaria o fluxo de veículos que hoje utilizam a BR 267, via Bataguassu, e a BR 262, por Três Lagoas. Mas o principal argumento, desde que ela foi lançada no início da década de 1980, no governo Pedro Pedrossian, é a perspectiva de integração e desenvolvimento de 1,5 milhão de hectares de terras que estão incorporadas ao sistema produtivo, mas não dispõem de vias pavimentadas para escoamento. Para Santa Rita do Pardo seria a redenção, em razão do isolamento.

O projeto executivo e de viabilidade do trechos a serem implantados, de 70 km na região de Santa Rita do Pardo e Campo Grande (Três Barras) prevê estudos geológicos e deve ser concluído em 90 dias. Estarão na ára de influência do novo eixo rodoviário Brasilândia, ponto de acesso a Paulicéia (SP), por meio da ponte recém construída sobre o rio Paraná, Santa Rita do Pardo, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, alé de Bataguassu, Anaurilândia, Três Lagoas e Nova Andradina.

POTENCIAL PRODUTIVO

De acordo com estudos preliminares, com a federalização da MS 040, será criado um polo capaz de recuperar e incorporar três mil hectares em manejo de pastagem, viabilizando uma produção estimada em seis mil toneladas de carne bovina/ano, incorporar 60 mil hectares de eucaliptos para a produção de celulose em Três Lagoas, além de atender à implantação de usinas de álcool com investimentos de R$ 200 milhões/ano, com perspectiva de geração de 3 mil novos postos de trabalho.

A prefeita de Santa Rita do Pardo, Eledir Barcelos de Souza (PT), uma das principais defensoras do projeto, desde quando era vereadora e dirigiu a antiga União dos Municípios do Alto Paraná (Unipar), diz que a pavimentação ai tirar sua cidade do isolamento e garantir o desenvolvimento de todo potencial produtivo da região e a integração regional do Leste de MS com a Alta Paulista.  As distâncias serão reduzidas em até 140 quilômetros na ligação MS-SP, assegurando diminuição nos custos do transporte.
 

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