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Além de dívidas, prefeito herda buracos e obras inacabadas

Prefeito de Bataguassu diz que vai retardar plano de governo por causa da herança administrativa

12 JAN 2013 - 08h:01Por Divulgação

O novo prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina (PSDB), enfrenta outros problemas para deslanchar sua administração. Além das dívidas deixadas pelo antecessor, João Carlos Leme (PT), Bataguassu tem várias obras inacabadas e ruas cheias de buraco. Caravina reuniu a equipe e decidiu elaborar um plano emergencial para concluir as obras e tapar os buracos.

Segundo o secretário de Obras do município, José Carlos Zanardo, estão inacabadas as obras da Praça Manoel da Costa Lima (Praça da Roda) e o bosque próximo ao cemitério, além das obras de drenagem e asfalto no Jardim São Francisco. Todas essas obras estão dependendo de recursos federais e da contrapartida do município.

O secretário de Obras disse que a maioria das ruas asfaltadas está cheia de buracos e nos bairros, onde não há asfalto, há problemas de erosão, em razão das chuvas. “A falta de manutenção agravou ainda mais a situação nos bairros”, afirmou. 

O prefeito Pedro Caravina determinou a realização de um mutirão de limpeza e de uma operação tapa-buracos. De acordo com a Secretaria de Obras, serão montadas quatro frentes de trabalho nas ações emergenciais. A população está sendo orientada a colocar entulhos e lixo em frente de suas casas somente quando estiver próximo o período de coleta, que começará a ser feita a partir da próxima semana pela manhã nos bairros e no fim da tarde na área central. 

DÍVIDAS
De acordo com levantamento, incluindo as obrigações sociais e trabalhistas, as dívidas deixadas pela administração passada passam de R$ 8 milhões. A falta de pagamento da contribuição da Prefeitura ao INSS, sobre a folha de salários, gerou uma dívida de R$ 3.642.161,91, que foi parcelada, mas nos últimos três meses de 2012 a Prefeitura acumulou outra dívida com a Previdência Social, de R$ 1.107.556,12. 

Da folha de salários, que chega a R$ 1.545.034,68, foram provisionados apenas R$ 411.992,13. A Prefeitura deve, ainda, R$ 1.122.530,21 a fornecedores e R$ 582.897,27 de férias de contratados que prestaram serviços até dezembro 2012, contas de luz, telefone, água e plano de saúde.

“Algumas medidas que iríamos tomar no início do mandato e que constam em nosso plano de governo terão que ser adiadas em razão da situação caótica das contas da prefeitura”, reafirmou Caravina, que vai pedir ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) e ao Ministério Público Estadual (MPE) medidas contra o antecessor.

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