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Brasilândia, Santa Rita e Bataguassu terão ferrovia

Audiência pública sobre o traçado escolhido será realizada no dia 6 de maio

26 ABR 2013 - 08h:12Por Redação

Audiência pública no dia 6 de maio vai discutir o traçado da ferrovia Norte-Sul que foi escolhido pelo Ministério dos Transportes. O ramal passará pelas cidades de Brasilândia, Santa Rita do Pardo e Bataguassu. Outras quatro cidades - Nova Andradina, Angélica, Deodápolis e Dourados - serão contempladas com a extensão do percurso entre Estrela D’Oeste e Panorama, na divisa MS-SP.

Determinaram a escolha do traçado os custos de implantação, manutenção e gestão; prazo de execução; meio ambiente (restrições ambientais, áreas de uso especial); características técnicas e operacionais (traçado, geometria, relevo, volumes de terraplenagem, custos de transportes); custos e benefícios sociais do empreendimento e captação de demanda.

De acordo com o estudo de engenharia do Ministério dos Transportes, foi analisada, antes de qualquer estudo mais aprofundado, a região por onde a ferrovia poderia ser desenvolvida com menores custos de implantação e de operação. Dados relativos ao uso do solo, indicadores socioeconômicos, custos de desapropriação, localização de linhas de transmissão de energia e outras obras dos serviços públicos também foram levados em consideração.

Depois da definição dos pontos obrigatórios do traçado, que são Estrela D’Oeste, Panorama (SP) e Dourados, e ainda o ponto final da ferrovia, o eixo da ferrovia projetada Maracaju-Guaíra (antiga Ferroeste), a principal questão foi a travessia do rio Paraná. Aparecida do Taboado, Três Lagoas e Brasilândia eram as opções.

O trecho estudado foi dividido em duas partes, a primeira entre os municípios de Estrela D’Oeste e Panorama e a segunda entre Panorama e Dourados.

O traçado tem início na ferrovia existente próximo aos municípios de Estrela D’Oeste e Fernandópolis. A partir de Estrela D’Oeste e Panorama, foram consideradas três alternativas.

A primeira opção seria a ligação Estrela D’Oeste/SP – Três Lagoas/MS – Panorama/SP), que cruzaria o rio Paraná em Castilho e seguiria para Brasilândia, tendo uma alça para Panorama e Paulicéia. A segunda alternativa, que foi a escolhida, prevê o tronco Estrela D’Oeste /SP – Panorama/SP, cruzando o rio em Paulicéia. A terceira opção seria a linha Estrela D’Oeste/SP – Aparecida do Taboado/MS – Panorama/SP, que tomaria o rumo mais para o norte, cruzando o rio em Aparecida do Taboado e de lá descendo a Brasilândia.

No trecho Panorama a Dourados, foram igualmente três alternativas. Primeiro, partindo de Brasilândia para Bataguassu, sobre o divisor das bacias dos rios Pardo e Paraná, seguindo em parte paralelamente à BR-267 e dai rumo a Dourados. A segunda, depois de Bataguassu, cruzaria o rio Pardo e seguiria paralelamente a seu leito. Em sequência, desenvolver-se-ia paralelamente ao leito do rio Anhanduí até a localidade de Recreio, guinando-se para a direção sul.

A terceira alternativa, que foi a escolhida, parte de Brasilândia para Bataguassu e, após o rio Pardo, acompanhando o rio Anhanduí até o cruzamento do córrego da Aldeia. A partir daí, guina na direção sul, subindo o vale desse córrego até alcançar o divisor das bacias dos rios Pardo e Paraná. Transpõe a BR-267 na região do ribeirão São Bento e inicia a descida do divisor para a transposição do rio Ivinhema. Segue pela margem direita do rio Brilhante até as proximidades de Porto Vilma, onde cruza o rio Dourados, acompanhando o divisor dos rios Dourados e Brilhante até seu ponto final, no encontro com o eixo da ferrovia projetada Maracaju-Guaíra, a sudoeste de Dourados.

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