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Ex-prefeito, atual secretário de Esporte de Água Clara, é indiciado pela PF

A apuração, iniciada em 2010, verificou fraude na aquisição de unidade móvel de saúde

2 MAI 2013 - 09h:07Por Redação

O ex-prefeito de Água Clara, Ésio Vicente de Matos, que hoje ocupa o cargo de secretário municipal de Esportes, foi indiciado pela PF (Polícia Federal) acusado de participação no esquema da Máfia das Sanguessugas. A investigação da polícia de Três Lagoas é referente a processo licitatório realizado em 2004. As informações são do Campo Grande News.

De acordo com o site, também foram indiciados dois servidores do setor de licitações da Prefeitura, um empresário de Curitiba (PR), um economista de Campo Grande e um advogado de Bauru (SP). Este último atuava como procurador jurídico e o economista como assessor e consultor junto ao setor de licitações em Água Clara.

A apuração, iniciada em 2010, verificou fraude na aquisição de unidade móvel de saúde. Ao invés da modalidade Tomada de Preços, dois procedimentos foram realizados por Cartas Convites.

Conforme o inquérito, a administração comprou um ônibus com equipamentos médico-odontológicos pelo valor de R$ 96 mil. Desse total, R$ 84 mil foram repassados pelo Ministério da Saúde e R$ 12 mil de contrapartida do próprio município.

A forma de compra reduziu a publicidade, afastou potenciais interessados em participar e direcionou as licitações para que fossem vencidas por empresa pertencente à Máfia das Sanguessugas.

O ex-prefeito foi indiciado por crime de responsabilidade e formação de quadrilha, enquanto os demais por fraude em licitação e formação de quadrilha, com penas que variam de 2 a 12 anos de reclusão. 

O inquérito foi remetido ao Ministério Público Federal, que pode oferecer denúncia ou arquivar o inquérito. O esquema criminoso, já disseminado pelo país, fraudou licitações e desviou verbas públicas destinadas à aquisição de veículos, equipamentos médicos e odontológicos, principalmente ambulâncias.

A máfia tinha colaboração de parlamentares, empresários e servidores públicos. A investigação sobre Água Clara começou após a PF de Cuiabá repassar dados referentes a Mato Grosso do Sul.

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