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Inocência discute criação de cooperativa de lixo reciclável

Prefeitura apressa adequação à legislação que regula destinação de resíduos sólidos

18 ABR 2013 - 09h:43Por Redação

Para se ajustar à legislação ambiental que regula a destinação de resíduos sólidos, acabar com lixões a céu aberto e aterros controlados, a Prefeitura de Inocência começou a discutir a formação de uma cooperativa de coleta e reciclagem. Além da questão ambiental, o projeto vai proporcionar a geração de renda para catadores do município.

Hoje, as cidades enfrentam problemas com a destinação de resíduos sólidos. Por essa razão, a partir de 2014 eles deverão ser destinados à reciclagem ou colocados em aterros sanitários, para minimizar os impactos ao meio ambiente. 

No último dia 12, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o prefeito Antonio Ângelo Garcia dos Santos (Toninho da Cofapi-DEM) discutiu parcerias com entidades para a formação de cooperativa de catadores de produtos recicláveis e medidas de ajustamento à política nacional que deve ser cumprida a partir do ano que vem.

De acordo com o prefeito, a ideia, no entanto, é atender ainda neste ano ao que determina a Lei 12.305, de 2 agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Toninho da Cofapi aproveitou para pedir uma radiografia socioambiental de Inocência.

“É de grande importância uma cooperativa. Além de estarmos colaborando com o meio ambiente, algumas famílias terão uma fonte de renda”, disse o prefeito, lembrando dos ganhos ambientais ao estender a vida útil de produtos e embalagens por meio da coleta seletiva.

“A principal questão da logística reversa é o equacionamento dos caminhos percorridos pelos bens ou seus materiais após o término de sua vida útil. Esses bens ou materiais transformam-se em produtos denominados de pós-consumo e podem ser enviados a destinos finais tradicionais, tais como incineração ou aterros sanitários, ou retornar ao ciclo produtivo, por meio dos canais do desmanche, da reciclagem”, diz o agente socioambiental Francisco Hermenegildo.

Pela política nacional de resíduos sólidos ,  a responsabilidade sobre os serviços de manejo de resíduos sólidos é da administração municipal. No entanto, a responsabilidade é estrita aos resíduos domiciliares e aos provenientes da limpeza urbana. O poder público pode adotar medidas e estabelecer meios, como a criação de cooperativas. Quanto às atividades industriais, comerciais e de serviços privados, a responsabilidade é do próprio gerador do resíduo.

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