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Sucessor herdará dívida de R$ 1,2 milhão em Aparecida

Prefeito de Aparecida do Taboado diz que queda do FPM e ICMS impactou até salários de servidores O prefeito de Aparecida do Taboado, André Alves Ferreira (PMDB), disse que seu sucessor, José Robson Almeida (PR), deve herdar dívida de R$ 1,2 milhã

25 NOV 2012 - 12h:04Por Nestor Junior/Cultura FM 105,5 Mhz

O prefeito de Aparecida do Taboado, André Alves Ferreira (PMDB), disse que seu sucessor, José Robson Almeida (PR), deve herdar dívida de R$ 1,2 milhão, caso não consiga fechar as contas até 31 de dezembro. André e seu sucessor participaram de palestra no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), promovida para que prefeitos em final de mandato e os novos administradores que assumem a partir do dia 1º de janeiro recebam todas as informações sobre o processo de transição, para evitar problemas na hora da prestação de contas.

O corregedor-geral do TCE-MS, conselheiro Ronaldo Chadid, disse que a transição é uma obrigação do atual prefeito e seu sucessor. "O novo prefeito tem que se inteirar do que o espera para que a futura administração não seja prejudicada”.

André Alves Ferreira justifica a crise financeira atribuindo as dificuldades à queda de receita, provocada pela diminuição dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e das cotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): “Tivemos dificuldade no fechamento da folha por causa da baixa do FPM e ICMS”, afirmou. Segundo ele, para contornar a situação até a entrega do cargo, em 31 de dezembro, são estudadas algumas medidas. “Talvez eu anule empenhos de emendas federais que não deram entrada para pagar a dívida”, diz.

Apesar da crise financeira, André Ferreira diz que se orgulha de dizer que entrega a administração do município, após quatro anos de mandato, com seis novas indústrias, construção de casas populares, creches, escolas e feira para o produtor.

Para o sucessor José Robson Almeida, até agora, o processo de transição tem sido tranquilo e assegura que não há críticas ao atual prefeito. Ele já orientou sua equipe de que nesse período não deve haver caças às bruxas e nem retaliação.

Sobre suas metas, o prefeito eleito destaca que há quatro pontos essenciais na administração: saúde, educação, assistência social e infraestrutura. “Mas, para eu saber onde vou mexer, preciso ter conhecimento de como vou receber o caixa”, diz. A expectativa fica por conta das próximas reuniões entre as equipes que trabalham no levantamento de informações da máquina administrativa.

CHAPADÃO

Luiz Felipe Barreto (PT do B), eleito em Chapadão do Sul, disse que é um conjunto que precisa ser analisado, mas a prioridade de gestão ainda continua sendo a saúde. “Como médico, sei das deficiências”, disse, observando que o seu município virou polo de atendimento de localidades da região. Segundo ele, o aumento excessivo da demanda acaba hipertrofiando o atendimento.

COSTA RICA

O atual prefeito de Costa Rica, Jesus Baird (PMDB), que também esteve no TCE se inteirando das normas e procedimentos sobre transição, disse que entrega a Prefeitura com desfalque, mas ainda não sabe contabilizar o prejuízo. Baird afirma que os custos mais elevados são de investimentos aplicados em moradia, saúde, transporte e manutenção de estradas vicinais, que, segundo ele, são essenciais. Seu sucessor, Waldeli dos Santos Rosa (PR), que já administrou a cidade, diz que “só dá para aplicar o remédio de acordo com a doença. Primeiro, preciso pegar os relatórios e saber como estão as contas, para ver o que será possível fazer”.

 

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