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Homens precisam saber mais sobre impotência

Obesidade pode causar ao homem aterosclerose, diabetes e disfunção erétil, entre outras doenças

6 AGO 2016 - 19h:00Por Beatriz Rodas

Grande parte dos brasileiros não desconfia que a obesidade é um dos principais fatores relacionados à andropausa – condição de vários fatores caracterizada pela queda dos níveis de testosterona em homens, também conhecida como hipogonadismo. Em pesquisa recente, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em parceria com a Bayer, cerca de 83% dos homens maduros (50 aos 70 anos), não relacionaram a obesidade à condição e, entre os mais jovens (18 aos 22 anos), o número sobe para 89%.

A pesquisa realizada com 2 mil homens de sete capitais aponta que a população masculina mais madura relaciona a redução de testosterona principalmente ao estresse do dia a dia e mudanças nos níveis hormonais. Entre os mais jovens, a falta de qualidade de vida (24%) e as mudanças nos níveis hormonais (20%) foram as mais citadas. A obesidade foi lembrada por 17% na faixa etária mais elevada e por 11% na mais baixa.

Hoje, a obesidade é apontada pela Organização Mundial da Saúde como um dos maiores problemas de saúde pública, com um enorme impacto econômico na sociedade. Já no Brasil, a doença vem crescendo cada vez mais, e pesquisas apontam que mais de 50% da população brasileira já está acima do peso.

Entre os impactos negativos que a obesidade pode causar à saúde do homem, estão o maior risco de aterosclerose, diabetes, síndrome metabólica, doença hepática gordurosa não alcoólica, problemas cardíacos e disfunção erétil (impotência sexual), o que prova que a doença representa sério risco para a redução da qualidade e da expectativa de vida.

A queda da testosterona prejudica a qualidade de vida, como alterações de humor, cansaço, sensação de perda de energia e diminuição das massas óssea e muscular. Além disso, afeta também a vida sexual ao diminuir a libido e desencadear a disfunção erétil, o que é uma preocupação para um número significativo de homens como aponta a pesquisa. (Beatriz Rodas com informações da Sociedade Brasileira de Urologia)

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