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Ministros se reúnem com fabricantes de repelentes contra Aedes aegypti

Castro informou que o governo federal vai distribuir gratuitamente repelentes a gestantes que participam do programa Bolsa Família

27 JAN 2016 - 15h:41Por Agência Brasil

Os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Casa Civil, Jaques Wagner, se reuniram nesta quarta-feira (27) com representantes de fabricantes de repelentes que ajudam a evitar picadas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. Em novembro, o Ministério da Saúde relacionou o recente aumento dos casos de microcefalia no país ao vírus Zika.

Na segunda-feira (25), Castro informou que o governo federal vai distribuir gratuitamente repelentes a gestantes que participam do programa Bolsa Família e adiantou que iria se reunir nesta quarta-feira (27) com fabricantes de repelentes para estudar a viabilidade de fornecer o produto. Na ocasião, o ministro disse que o governo trabalha com o número médio de 400 mil gestantes em todo o país.

“Às demais pessoas, recomendamos que usem os repelentes. São produtos seguros, registrados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as pessoas podem comprar em farmácias para usar”, afirmou Castro.

Reunião

A reunião contou com quase 30 fabricantes de repelentes e princípios ativos. Segundo o governo, o setor entendeu a pressa e a preocupação com a propagação do mosquito e os fabricantes se comprometeram a fornecer um produto de acordo com as normas da Anvisa, próprio para grávidas.

O governo deverá enviar um questionário aos laboratórios sobre as especificações técnicas dos repelentes e o setor se comprometeu a responder o mais rapidamente possível. Cada laboratório terá de dar informações sobre sua capacidade de produção e atendimento, preço e composição do produto.

A microcefalia não é uma malformação nova e é sintoma de algum problema no organismo da gestante e do bebê. A condição pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e agora ficou confirmado que também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode levar a essa condição.

América Latina

Ontem (26), em Quito, no Equador, a presidenta Dilma Rousseff disse que todos os líderes da América Latina estão preocupados com o vírus Zika. “Agora, no Brasil, eu queria dizer para vocês que nós vamos iniciar um verdadeiro combate ao vírus Zika. Então, vai ser um combate casa a casa, em que o governo vai colocar extremo empenho”, afirmou após reunião com o presidente do Equador, Rafael Correa.

A presidenta embarcou ontem para Quito, capital do Equador, onde participa hoje da quarta cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). (Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil)

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