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SAúDE

Obesidade cresce entre os mais novos

Endocrinologista Helena Nicolielo aponta pesquisa sobre prejuízos à saúde de jovens entre 17 e 19 anos por erros na alimentação

16 JUL 2016 - 20h:36Por Beatriz Rodas

dação Oswaldo Cruz – Fiocruz apontou mais de 50% de aumento no índice de sobrepeso e obesidade da população, principalmente entre jovens de 17 a 19 anos. No início da série história do levantamento, em 1980, o índice de obesidade no Brasil era de 4,5% da população total. Em 26 anos de pesquisa, este índice já alcança 16,7% de toda a população brasileira. 
Se considerar os 200,4 milhões de habitantes do Brasil, o número de pessoas acima do peso ou com diagnóstico de obesidade já ultrapassa 35 milhões de pessoas.

Segundo a endocrinologista Helena Nicolielo, de Três Lagoas, o principal problema de jovens com idade entre 17 e 18 anos é o abandono de atividades físicas e, devido à pressa do dia a dia, alimentação carregadas de carboidratos, como as “junk foods’ – alimentos com alto teor calórico e baixíssimo nível de nutrientes. “Com alimentação assim eles ganham mais calorias e perdem em valor nutricional”, adverte a especialista.

Helena ainda ressalta que outro fator preocupante é o consumo de bebida alcoólica entre os jovens. “Acarreta aumento calórico na alimentação. Três latinhas de cerveja, por exemplo, equivalem a um pedaço de bolo. Beber de duas a quatro latinhas de cerveja equivale ao valor calórico de uma refeição grande”, assinala a especialista.

A rotina do brasileiro não inclui, na maioria das vezes, hábitos saudáveis de alimentação. Para prevenir o sobrepeso, a médica afirma que a melhor saída ainda é multidisciplinar. “A pessoa deve mudar o comportamento e começar pela alimentação. Independentemente do que ela vá adotar futuramente – medicação ou cirurgia –, o passo inicial é a mudança nas compras para a casa. Se o paciente comprar errado, ele vai comer errado”, disse. 

RECEITA
Os três principais fatores de prevenção e tratamento que a médica cita são a multidisciplinaridade (adotar hábitos saudáveis em todas áreas), a reeducação alimentar, a prática de atividades físicas e o auxílio de medicações “off label” - fora da bula, explica a médica - como as utilizadas no tratamento de ansiedade. 

Quando o diagnóstico médico é de ansiedade, o paciente costuma comer muito e de maneira inadequada; se não tratar a ansiedade, não adianta tratar o apetite. 

“O grande empecilho no tratamento da obesidade é que as pessoas não entendem que é uma doença crônica. Assim como a hipertensão e o diabetes, ela precisa de tratamento para o resto da vida. Tratar durante três ou seis meses, por mais que os resultados obtidos sejam positivos, não adianta. É nisso que obtemos uma restritiva muito grande” conclui a endocrinologista três-lagoense.

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