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Secretaria de Saúde alerta para cuidados contra a leishmaniose

Por se tratar de área endêmica, Três Lagoas é um dos municípios prioritários pelas ações de combate à doença

27 JAN 2009 - 13h:54Por Redação

O município de Três Lagoas fechou o ano de 2008 com 48 casos de leishmaniose em humanos e três óbitos, decorrentes de complicações da doença. Destes casos, 45 evoluíram para a cura. O diagnóstico precoce da leishmaniose e os cuidados para combater o mosquito transmissor são os alertas que a Secretaria de Saúde faz para a comunidade em geral. “A participação da população nesta luta é imprescindível para que não haja mais casos da doença em pessoas, e também em animais”, aponta a secretária de Saúde, Elenir Neves de Carvalho.

A preocupação em se combater a proliferação do mosquito transmissor da leishmaniose é devido à alta letalidade da doença, conforme explica Elenir. “O tratamento é fácil quando detectada precocemente. A doença ataca o fígado e o baço, com febre intermitente e perda de peso. Quem apresentar estes sintomas pode estar com suspeita de leishmaniose, devendo buscar rapidamente atendimento médico em qualquer unidade de saúde do município”. A secretária evidencia o fato de Três Lagoas ser considerada área endêmica, uma vez que apresenta uma série histórica de casos em humanos, alto número de cães infectados e aumento destes casos.

Ações

De acordo com Elenir, as ações da Secretaria de Saúde são voltadas para os cães, considerados reservatórios do vírus da doença, por serem o principal alvo do mosquito flebótomo. A retirada dos cães que apresentam os sintomas da doença e os casos positivos detectados pelo inquérito sorológico canino é feita por meio do Centro de Controlo de Zoonozes (CCZ). Os animais que apresentarem resultado negativo no exame sorológico recebem coleira de deltrametrina (4%) como medida preventiva, servindo de repelente do mosquito transmissor da leishmaniose.

Nas regiões onde são confirmados casos da doença em humanos, é feita a borrifação em um raio específico para interromper a cadeia de transmissão do vetor.

Conforme Elenir, os proprietários também são notificados para a retirada de animais, como porcos e aves, do interior de quintais dentro da área urbana, já que suas fezes e o alimento oferecido a eles é fonte de alimento ao mosquito. Outra fonte em potencial para o flebótomo são os restos de matéria orgânica de árvores frutíferas, que em decomposição dão condições para o mesmo se desenvolver. “E é nesta época de intensas chuvas que os ambientes ficam úmidos e sombrios, com condições ideais para os mosquitos se proliferarem”, alertou a secretária de Saúde.

Elenir também lembrou que em 2006, 2007 e 2008, a Secretaria de Saúde ofereceu capacitação para todos os médicos de Três Lagoas sobre o diagnóstico precoce da doença. Ela informou que o tratamento da leishmaniose é 100% gratuito, sendo que somente em casos mais graves o paciente é transferido para Campo Grande.

Além das ações específicas de combate, foram realizadas ações de educação e saúde junto à rede escolar pública e privada, com distribuição de kit de material didático em todas as bibliotecas e entrega de folder com informações sobre a doença nas residências do município.

A reestratificação da cidade através de levantamento do número de casos de leishmaniose em humanos, caninos e a densidade de vetor definiram áreas intensa, moderada e esporádica, como uma forma de otimizar as ações de combate, priorizando as áreas intensas com borrifação residual casa a casa.

Cuidados

Para que a população esteja em alerta, Elenir afirma que é necessário tomar algumas medidas simples em suas residências e no seu dia a dia, como o uso de repelentes em horário de ação do mosquito, evitar passeios com cães entre as 16h e às 18h, uso de mosquiteiro, encoleirar cães com coleira repelente, eliminar os animais positivos, solicitar exame sorológico no CCZ, manter limpo quintais com lixos devidamente ensacados, e não criar animais como porcos e aves em área urbana.

Uma dica simples para a casa, observa Elenir, é o uso da citronela como repelente natural, além de incensos e extratos, aplicando-os no período da tarde, momento em que o flebótomo entra em atividade.

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