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Uso do tabaco começa na adolescência

Estudos da Universidade de São Paulo (USP) mostram que boa parte dos fumantes brasileiros experimentou o primeiro cigarro aos 14 anos

29 AGO 2012 - 12h:00Por Redação

 Estudos da Universidade de São Paulo (USP) mostram que boa parte dos fumantes brasileiros experimentou o primeiro cigarro aos 14 anos. A realidade não é diferente em Três Lagoas. Conforme a coordenadora do Programa Municipal de Prevenção e Controle ao Tabagismo, Maria Cristina Costa Rodrigues, muitos pacientes deram início ao uso do tabaco na adolescência. Entre os pacientes com mais de 50 anos, essa faixa etária é ainda menor: média de 11 a 12 anos, conforme relato dos pacientes atendidos pelo programa. “Tratava-se de uma questão cultural. Os pais achavam ‘normal’ os filhos acenderem um cigarro, que também já foi visto como símbolo de liberdade ou rebeldia. Eles também não tinham consciência dos malefícios do tabaco. Hoje, esse tipo de situação não é mais comum, pois é menos aceita. Tivemos muitos avanços”, disse.


O Brasil comemora nesta quarta-feira o Dia Nacional de Combate ao Tabaco. Para Três Lagoas, o programa está preparando uma ação de panfletagem em unidades de saúde, públicas e particulares. Maria Cristina explicou que o material informativo sobre os malefícios do cigarro e como parar já foi confeccionado e está em Campo Grande. “Acredito que até a próxima semana, ele deverá ser distribuído nas unidades de saúde da cidade”, disse.
Atualmente, o Programa Municipal de Prevenção ao Tabaco atende aproximadamente a 80 pessoas dispostas a pararem de fumar. Dessas, 50 estão em atendimento e 30 em manutenção – pacientes que já conseguiram abandonar o tabaco, mas permanecem em acompanhamento.

Desde que fundado, o programa já atendeu a mais de 300 pessoas dispostas a abandonar o cigarro. A maioria dos pacientes está na faixa etária de 30 a 70 anos de idade e que passaram por duas ou três tentativas de deixar o tabaco sem sucesso até chegar ao programa. “Além disso, quando elas chegam aqui é porque já apresentam sinais de algum problema de saúde”, disse.
Conforme Maria Cristina, o índice de sucesso do programa tem sido de 85%. “E este índice pode ser ainda maior. Os 15% restantes são de pessoas que não comparecem mais ao programa. Isso não quer dizer que elas tenham voltado a fumar. Muitas vezes, obtiveram sucesso, mas não nos comunicaram”, completou a coordenadora. Entre os pacientes que buscam tratamento, a maioria são mulheres: média de 65%.
DADOS NACIONAIS
De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL- 2010), que traça perfil de hábitos que influenciam a saúde do brasileiro, no conjunto da população adulta das 27 cidades estudadas, a frequência de fumantes foi de 15,1%, sendo 17,9% no sexo masculino e 12,7% no sexo feminino. 

O estudo mostrou que, na mulher, a frequência de fumantes tende a aumentar até os 54 anos (de 12,4%, na faixa etária 18-24 anos, para 16,4%, na faixa etária 45 a 54 anos). Há, no entanto, um declínio nas faixas etárias subsequentes, chegando a 6,5% entre aquelas com 65 ou mais anos de idade. O número de ex-fumantes no país é maior entre os homens (26,0%) do que entre as mulheres (18,6%). 
 

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