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EDITORIAL

A democracia desafia os eleitos

Leia o Editorial publicado na edição do Jornal do Povo deste sábado

21 NOV 2020 - 07h:13Por Redação

Os prefeitos eleitos têm em suas mesas agora o futuro de suas cidades a serem desenhados. Sejam os que tiveram mandato renovado, sejam os que chegam pela primeira vez para encarar essa missão, e independente do tamanho do município, o desafio está sendo renovado diante de todos.

Vencer as eleições foi apenas o primeiro passo. E, por mais celebração que mereça, qualquer festa de agora, só terá sentido se, ao final do mandato os compromissos assumidos estejam todos resgatados, e se, daqui a quatro anos, a cidade e os cidadãos também puderem celebrar uma vida melhor, uma cidade mais humana, um ambiente próspero e fraterno.

A democracia tem essa característica. Ela não se esgota em si mesma e muito menos se resume às eleições. Claro que o voto é um marco importante, uma resposta única a um conjunto essencial de questões que a sociedade levanta. E, por mais que ele resuma em si a alma democrática, está muito mais relacionado a um primeiro passo do longo caminho do que ao final de uma conquista.

A eleição é, em si, uma disputa. Mas disputa maior terão agora os novos gestores, prefeitos e vereadores. Vão disputar contra os problemas, contra os desafios, usando as armas legítimas da criatividade, do bom senso, da dedicação ao trabalho e da competência.

A democracia é um instituto vivo e contínuo, presente na vida de todos todo o tempo. Por isso prefeitos e vereadores têm diante de si desafios redobrados de superação e conquistas. E diante de uma sociedade muito mais esclarecida, muito mais exigente, muito mais capaz de julgar os bons resultados. 

Saibam todos que há menos espaço para a demagogia, para a mistificação. A sociedade quer mais resultados que discurso, quer mais realizações que promessas, mais atenção, mais empenho e menos, muito menos conversa.
Imaginar que a vitória eleitoral é a principal meta a ser conquistada é um engano que pode ser fatal. Ela é importante inclusive por ser a primeira. Mas é apenas a primeira. Outras devem se seguir a ela até para fazer com que vencer tenha valido a pena.

A diversidade do resultado que saiu das urnas, seja no conjunto da eleição de prefeitos, seja na formação dos colegiados legislativos mostra que não há mais hegemonia e que vai ficando para trás o pensamento dominante. O ambiente é outro. O entendimento e o respeito ao pensamento diverso é uma regra, esta sim dominante. Afinal é assim que o ambiente democrático se constrói. Por esse prisma político é possível inclusive perceber que a sociedade deu uma resposta clara aos que arriscam sonhar com a interrupção democrática, com o autoritarismo de qualquer espécie.

A democracia continua sendo a expressão da maioria presente e participativa. Ainda que seus resultados beneficiem a todos, as suas decisões são o espelho da vontade dos que não se omitem. E, são esses que, mais do que nunca agora preparam-se para exigir, julgar e avaliar com clareza cada vez maior o trabalho de prefeitos e vereadores.
A eleição acabou, a democracia agora tem outro sinônimo: trabalho.

 

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