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EDITORIAL

A pandemia não acabou

Leia editorial do Jornal do Povo deste sábado

27 FEV 2021 - 07h:01Por Da redação

Embora, tardiamente, estejam os brasileiros sendo vacinados na escala dos mais velhos para os mais novos, além dos profissionais de saúde, aumenta a pressão de outros segmentos da atividade para serem priorizados na vacinação por todos desejada. Infelizmente, o país está muito atrasado com processo vacinal por conta de um planejamento inexistente ou ineficaz. Não se tem notícia na história contemporânea da Humanidade uma corrida como essa que busca junto aos laboratórios a vacina que há de nos salvar preservando vidas. É sabido que os laboratórios não conseguem atender a demanda mundial. Não há uma previsão efetiva de quando e quantos, e a que tempo seremos vacinados em um menor espaço de tempo.

Cada cidadão consciente de que tem que ser vacinado vive a sua agonia por essa espera que só terá fim no dia em que for vacinado.  E, mesmo assim, o perigo continua a nos arrondar porque novas cepas estão surgindo. Enquanto a vacina não chega, só nos restam as medidas de cautela: uso de máscaras e álcool, lavar as mãos, desinfetá-las, manter distanciamento social, não se aglomerar, são as prevenções recomendadas.

Chegamos a um ano do registro do primeiro caso de afecção pelo Coronavírus. Mais de 250 mil brasileiros morreram. Os avisos de afastamento social e de medidas preventivas preconizadas pelas autoridades sanitárias em sua maioria foram minimizados pela contra ordem permeada de maus exemplos dados e liderados pelo presidente da República. Infelizmente, triste constatação.

Para agravar sua excelência, ridicularizou a vacina chinesa, em seguida, disse não ser obrigatória a aplicação, defendeu com ardor o livre funcionamento das atividades de estabelecimentos comerciais e por ai afora foi, além de andar sem máscara e promover publicamente aglomerações por onde passa. As consequências do mau exemplo estão hoje agravando a crise sanitária que vivemos. Retornou o crescente número de mortes, hospitais lotados, UTIs abarrotadas, além da remoção de pacientes para outros estados. Vivemos um momento de inconsciência coletiva, pois as pessoas e, principalmente, os mais jovens, pouco se importam em serem ou não contagiados. Pior, levam para dentro de suas casas e infectam seus pais, avós e pessoas mais velhas.

Na atualidade, vivemos o dilema do retorno às salas de aulas. Uns a favor e outros contra, principalmente, os que têm filhos na rede pública, seja estadual ou municipal. Professores resistem, pois não se sentem protegidos. Querem vacina.

Em Três Lagoas o município anuncia medidas de proteção para aulas presenciais. Quer utilizar meios coletivos como a internet, apesar de não identificar publicamente quantos têm ou não acesso a esse serviço. Não cogita o uso de televisão aberta a exemplo de Campo Grande para ministrar aulas. O Estado dá início nesta segunda-feira, 1, o seu ano letivo, mas remotamente. E não é sem razão, Mato Grosso do Sul está na faixa vermelha de contágio. Novas cepas e maior índice de contagio comprometem a vida dos brasileiros em todos os Estados

. A pandemia não acabou. É preciso recolhimento das pessoas, pois do jeito que a população encara a pandemia milhares de mortes, ainda, infelicitarão a família brasileira. 

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