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TRêS LAGOAS

Advogado é preso por morte de motociclista na BR-158

Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul confirmou a condenação de motorista acusado de cometer acidente sob efeito de álcool

23 JAN 2018 - 12h:30Por Ana Cristina Santos

Um advogado foi preso na quinta-feira (18) por determinação do juiz da Comarca de Três Lagoas, Rodrigo Pedrini Marcos.

Ele foi condenado pelo plenário do Tribunal do Júri em Três Lagoas por homicídio com dolo eventual no trânsito, que no dia 28 de janeiro de 2015, reconheceu a culpa dele em um acidente que matou Ederson Abadio Ferreira, que conduzia uma motocicleta na rodovia BR-158 no dia 14 de fevereiro de 2009.  

Na época, o motorista era acadêmico de Direito da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), campus de Três Lagoas. Ele dirigia sob influência de álcool, segundo consta no processo.

O estudante foi condenado em 2015 no primeiro julgamento de crime em Três Lagoas à pena de reclusão de seis anos, em regime inicial semiaberto, e por ter respondido ao processo em liberdade teve garantida a possibilidade de recorrer também solto.

O TJ/MS, no entanto, confirmou a condenação e negou recurso, a pedido da 9ª Promotoria de Justiça, com a prisão de Artur.

A prisão, segundo dados do processo, teve o apoio do Ministério Público de São Paulo, após a inclusão da sentença no Banco Nacional de Mandados de Prisão, do Conselho Nacional de Justiça.

CASO

Ainda de acordo com o processo, no dia do acidente, o acadêmico saiu de uma festa em uma república de universitários em Três Lagoas, onde havia bebido e, segundo a sentença, “assumindo o risco de produzir a morte de terceiros, como efetivamente ocorreu”.

Segundo consta na decisão, o acadêmico acabou não conseguindo contornar uma curva próxima a uma empresa, no quilômetro 268 da BR-158, rodovia que corta a cidade, matando Ederson Abadio Ferreira, após invadir a pista contrária.

De acordo com o Ministério Público Estadual, este é o primeiro caso de reconhecimento de dolo eventual em crime de trânsito na Comarca de Três Lagoas, seguindo posicionamento já aplicado em outros casos no Estado, a exemplo de homicídios decorrentes de "rachas".

A reportagem não conseguiu falar com os advogados do condenado.

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