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VIOLêNCIA E FRIEZA

Agricultor que matou esposa estrangulada e enterrou corpo é condenado a 13 anos

Luciano Nunes de Brito foi a júri popular nesta quarta-feira, um ano após o crime

9 MAR 2018 - 07h:10Por Tatiane Simon

Na véspera do Dia Internacional da Mulher e a três dias de completar um ano do crime que foi julgado, Luciano Nunes de Brito, de 41 anos, foi condenado a 13 anos de reclusão e 10 dias-multa em regime fechado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver contra a esposa, Vanda Júlio Braga, com 42 anos na época. O crime ocorreu no dia 10 de fevereiro de 2017.

Brito foi julgado quarta-feira (7), no Tribunal de Júri do fórum de Três Lagoas, por prática dos crimes de homicídio duplamente qualificado por feminicídio (contra a mulher por razões da condição do sexo feminino) e pela forma cruel (asfixia) e também pelo crime de ocultação de cadáver. A acusação sustentou que ele estrangulou a vítima, causando-lhe a morte, conforme laudo de exame de corpo de delito (exame necroscópico), bem como ocultou o cadáver. 

O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, por maioria de votos declarados, reconheceu a materialidade, a letalidade e a autoria, e não absolveu o acusado, mantendo-se ainda as qualificadoras. A decisão foi proferida pelo juiz Rodrigo Pedrini. O julgamento teve início às 13h.

O agricultor estava preso preventivamente desde fevereiro de 2017 na Penitenciária Masculina de Segurança Média de Três Lagoas.

Releembre o caso

Luciano Nunes de Brito assassinou a mulher por estrangulamento com uma corda de nylon e, em seguida, colocou o corpo da vítima em sacos e utilizou um trator para transportá-lo. Com uma escavadeira manual, ele fez um buraco de aproximadamente um metro e meio de profundidade e enterrou o cadáver. Teria ainda colocado alguns galhos secos por cima do corpo. Na época, Brito chegou a confessar à Polícia Civil que havia assassinado a esposa e que a enterrou para não levantar suspeitas. Este foi o primeiro caso de feminicídio registrado em 2017.

 

#mulherprotegida

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