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Anatel coloca velocidade da internet fixa em xeque

Título: Linha Fina: Monopólio de operadora do serviço prejudica ainda mais o acesso à internet em Três Lagoas

2 SET 2012 - 07h:00Por Redação

Depois de fechar o cerco contra as operadoras de telefonia móvel, chegou a vez da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cobrar melhorias na velocidade da internet fixa banda larga em todo o Brasil. Nesta semana, o órgão deu início ao processo de medição da velocidade da internet que vem sendo oferecida aos brasileiros. O processo de medição pode contar com a participação dos usuários de internet fixa, através do endereço eletrônico www.brasilbandalarga.com.br.  Ao todo, serão selecionados 12 mil voluntários em todo o Brasil.

O objetivo da medição é atender a uma determinação do regulamento de qualidade para o serviço de comunicação multimídia, aprovado pela Anatel no ano passado. Segundo as regras, que começam a valer no próximo mês, as operadoras com mais de 50 mil usuários deverão entregar, em média, por mês, uma velocidade mínima de conexão de 60% da velocidade anunciada. Esses percentuais deverão aumentar a cada ano, até chegar, em 2014, à média mensal de 80% da velocidade contratada.

Os dados coletados pela Entidade Aferidora de Qualidade (EAQ) serão divulgados mensalmente pela Anatel e servirão para que a agência avalie se as empresas estão cumprindo as metas de qualidade estabelecidas. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a medição vai melhorar a concorrência no setor, fazendo com que os usuários procurem as empresas com melhores resultados.

EXPECTATIVA

Na mesma expectativa, está o engenheiro de sistemas, Ricardo Cesar Sena, 33 anos. De acordo com ele, atualmente, o usuário tem acesso a apenas 10% da conexão contratada junto à empresa. “Ou seja, se o consumidor contrata uma internet de 2 mega bytes, que são contratos mais comuns, ela recebe a velocidade de apenas 200 Kbytes. Se contrata 10 mega bytes, recebe 1. Isto varia bastante, mas geralmente, não atinge 25% da velocidade contratada”, disse.

Além disso, Sena destaca, no caso de Três Lagoas, mais um agravante: a falta de concorrência. Ao contrário de Campo Grande, onde há empresas como Anete, GVT e OI que oferecem internet banda larga. Já em Três Lagoas, há apenas a Oi. “Como não tem concorrência, a empresa não tem motivos para investir”. O engenheiro completou dizendo que a GVT está passando fibra ótica pela cidade, porém, ainda não há previsão de funcionamento.

Sena, que presta assessoria técnica para empresas de Três Lagoas e Naviraí, explicou que a “lentidão” da internet é uma das principais reclamações dos clientes registradas. Entretanto, segundo ele, em 90% a culpa é da operadora.
Como alternativa encontrada por empresas – e apenas para elas, por conta do alto custo -, existe a contratação de um link dedicado. “Nesse caso, a garantia é de acesso a 100% da velocidade contratada. Porém, enquanto em uma operadora a internet ADSL de um mega é contratada por R$ 60,00, aproximadamente, essa mesma velocidade sai por uma média de R$ 900 a R$ 1,1 mil”, explicou.

Atualmente, a Oi atende em torno de oito mil clientes em Três Lagoas. Em setembro, a Anatel estudará mecanismos para monitorar a qualidade do serviço de internet móvel no país.

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