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2021 DIFERENTE

Ano começa com ‘Pé no chão’ e planejamento

2021 deve ser o ano da retomada da economia

16 JAN 2021 - 08h:21Por Bruno Axelson

Depois de um ano difícil por causa da pandemia da Covid-19, que gerou impactos negativos no orçamento de milhares de famílias, a chegada de 2021 traz esperança de que tempos melhores virão. A preocupação com a saúde continua, até porque a vacina ainda não chegou nos braços dos brasileiros. A preocupação é com a economia, que ainda tenta se reerguer.

Ao ser perguntada sobre as previsões para o novo ano, a secretária Bruna Nevez é otimista, mas conta que decidiu começar 2021“com o pé no chão, controlando muito bem os gastos”. Ela estava desempregada no início da pandemia e só conseguiu trabalho em dezembro.

O Fábio Renan é dono de um restaurante no centro de Três Lagoas e disse que tinha boas previsões para 2020, mas com o início da pandemia “o boom que esperava na economia foi para baixo, foi assustador aquele momento”, disse.

Os impactos na economia foram tão desastrosos quanto para saúde. As medidas impostas para tentar conter o novo Coronavírus, levaram empresas a falência e quase 15 milhões de trabalhadores foram demitidos.

Mas, 2020 também foi cheio de exemplos de superação. O comerciante Fábio Renan, por exemplo, conta que seu restaurante chega a 2021 mais forte. “Tivemos que nos reinventar. Aprendi que menos é mais, cortando gastos e apostando nas entregas. Até pizza fizemos para vender enquanto fomos impedidos de trabalhar”, explicou.

Otimismo e planejamento são as principais ferramentas para começar o ano. Especialistas orientam começar 2021 de um jeito diferente, além de otimismo é preciso focar no planejamento financeiro. “É preciso colocar os ganhos e gastos na ponta do lápis, pois no início do ano chegam muitas contas já previstas como IPVA, IPTU e os gastos com matrícula e material escolar. Hoje em dia temos vários aplicativos e planilhas gratuitas disponíveis na internet”, comentou Cristhiane Pitallunga, economista e pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Quem teve direito ao acerto demissional precisa guardar parte desse dinheiro para cobrir as contas de início de ano. A economista explica que é necessário cortar gastos e construir uma reserva financeira. “Quem não tem essa opção, pode tentar um empréstimo consignado, que tem juros maiores, para quitar as contas com juros maiores como a do cheque especial”. 

Além do Auxilio Emergencial e o Saque do FGTS, o reajuste do salário mínimo para R$1.100,00 deve ajudar a movimentar a economia em janeiro. “Principalmente no setor de alimento, que foi um dos mais afetados com a pandemia. O ideal é, além dos gastos primários, tentar guardar 15% do que recebeu para despesas consideradas imprevistas, com as de saúde”, explicou Pitallunga.

Dicas importantes que já foram adotadas por muitas pessoas, como o comerciante Fábio. “Nossa ideia agora para 2021 é essa, trabalhar firme, com pé no chão. Se precisar nos reinventar de novo, nos reinventamos até tudo isso passar, só não podemos desistir. De peito aberto, com animo que todo comerciante tem, acreditando que tudo vai ser melhor agora”, afirmou.

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