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Pé de maconha gera investigação em penitenciária de Três Lagoas

Vaso com a droga foi encontrado em corredor da unidade durante operação policial

22 MAR 2018 - 18h:17Por André Barbosa

A Agência Nacional de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou no final da tarde desta quinta-feira (22) que serão instauradas duas investigações separadas para apurar responsabilidades sobre drogas, celulares e um vaso com uma pé de maconha encontrados com presos da penitenciária de Três Lagoas.

As apreensões ocorreram durante a manhã, na Operação Katagogis, para combate ao tráfico e o crime organizado em Três Lagoas e cidades da região.

Os presos resistiram à revista das celas, feita por 30 agentes do presídio e policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Houve tumulto e alguns tiveram que ser contidos após disparos com bala de borracha.

Com os presos havia cinco celulares,  carregadores, facas, drogas e fones de ouvido, entre outros objetos.

Um pé de maconha cultivado em um balde foi encontrado por policiais em um dos corredores do presídio.

Segundo a assessoria de imprensa da Agepen, a responsabilidade pelo material e drogas encontrados com os presos e a maconha será apurada pela Corregedoria e a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário port meio de um procedimento administrativo.

Por telefone, o diretor da unidade, Raul Ramalho, disse que não comenta a operação nem sobre as apreensões. Durante contato com a reportagem, o diretor informou que prestava depoimento como testemunha da operação à Polícia Civil.

NÚMEROS

de acordo com a Agepen, o presídio ultrapassou o triplo de sua capacidade máxima, que é de 248 vagas. Atualmente, a unidade tem 630 presos, sendo 359 por envolvimento com tráfico de drogas.

A administração informou que tenta comprar um aparelho de raios X pessoal para coibir a entrada de celulares e drogas no presídio. O processoo de compra está em andamento. Também informou que pretende instalar grades de aço para impedir o arremesso de pacotes de drogas e celulares por cima dos muros. As melhorias estariam “prometidas apenas para o segundo semestre de 2018”, disse a assessoria.

LEIA NOTA OFICIAL DA AGEPEN

"A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informa que as vistorias e apreensões realizadas na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas (PSMTL), nessa quinta-feira (22.3), foram feitas por agentes penitenciários, que são os responsáveis por executar este tipo de serviço. A Polícia Militar atua na retirada e contenção dos detentos.

Durante a operação foi identificado, plantado em um balde, um pé maconha. A planta estava em um canto do solário, onde os internos ficam durante período de banho de sol, sem a permanência de agentes penitenciários, e não em um corredor como foi noticiado. A hipótese mais provável é que o responsável estava escondendo a planta dentro da cela no período em que os profissionais adentram o espaço para abrir e trancar as portas das celas.

É importante explicar que toda situação que ocorre dentro o presídio é aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar (Padic) para que seja esclarecido de que forma o objeto adentrou ou permaneceu a unidade penal e, assim, tomar futuras providências, bem como ser aplicadas as devidas punições aos detentos responsáveis. A Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp) também faz os devidos acompanhamentos de cada caso.

Além disso, é aberta uma investigação pela Corregedoria para apurar as circunstâncias de cada ocorrência, com oitivas junto aos servidores penitenciários. 

Rotineiramente, são apreendidos pelos agentes itens proibidos que são arremessados pela muralha, que é vigiada pela Polícia Militar; os policiais também auxiliam em muitos casos nessas apreensões. Outra situação recorrente é de visitantes utilizam o próprio corpo para introduzir e esconder ilícitos como, celulares e drogas. 

A Penitenciária de Três Lagoas está em fase de reforma da portaria, o que possibilitará a melhoria do processo de revista de quem adentra o local. A unidade prisional também será uma das contempladas com raio-X corporal, o reforçará o processo de revista atualmente executado."

 

 

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