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Arrendamento de fábricas da Petrobras reacende expectativa de venda da UFN 3

Petrobras concluiu nesta semana a transmissão de posse para o arrendamento das fábricas de fertilizantes da Bahia e Sergipe

8 AGO 2020 - 07h:19Por Ana Cristina Santos

A Petrobras comunicou ao mercado nesta semana que concluiu a transmissão de posse para o arrendamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) e de Sergipe (Fafen-SE) para a Proquigel Química.  Segundo a Petrobras, esta é a última etapa para a transferência de controle dos ativos, após as licenças e autorizações exigidas pelos órgãos reguladores.

A celebração do contrato foi através de licitação, e permitirá à Proquigel o controle das unidades por um período de dez anos, renováveis por mais dez. Segundo a diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, o arrendamento vai permitir a continuidade da operação das duas fábricas de fertilizantes, que estavam hibernadas, gerando novos empregos e atraindo investimentos para os estados da Bahia e de Sergipe.

A conclusão no processo de arrendamento das duas fábricas, reacende a esperança e expectativa de retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras, de Três Lagoas, que foi colocada à venda mais uma vez, em fevereiro deste ano, após a estatal suspender em dezembro  do ano passado, a venda, após encerrar a negociação com o grupo russo Acron Group, que quase fechou acordo para a compra da fábrica.

Os potenciais compradores habilitados para a compra da fábrica teriam até 6 de março deste ano para apresentar as propostas. A Petrobras, no entanto, informou que não tem novidades à respeito da venda da UFN 3, mas para fontes do Jornal do Povo que acompanham esse processo, a transferência dos ativos das fábricas da Bahia e Sergipe, é um sinal de que a estatal quer concluir dentro do programa de desinvestimento, a venda de seus ativos, entre eles, a fábrica de Três Lagoas, que teve as obras paralisadas em dezembro de 2014. De lá para cá, a  Petrobras tem que arcar com as contratações de empresas para manutenção do canteiro de obras e equipamentos.

De acordo com o edital de venda da UFN 3, o potencial comprador, se enquadrando em todos os critérios, como ter cadastro positivo e sem envolvimento com corrupção, também deverá ter capital superior a US$ 600 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões). A negociação com o grupo russo, que estava bastante adiantada, fracassou devido a indefinição sobre a principal matéria prima para o fornecimento da fábrica, o gás natural que, em princípio, viria da Bolívia, mas depois da polêmica entorno da eleição presidencial no país, o processo de venda fracassou. Agora, no novo edital de venda, a Petrobras passa a oferecer o gás natural para o futuro comprador da UFN 3.

Outro ponto importante é que a Petrobras desvinculou a venda da UFN 3 à da Ansa (Araucária Nitrogenados), fábrica de fertilizantes do Paraná, que  tem gerado prejuízos a estatal.

 

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