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Auxiliadora contrai empréstimo de R$ 4 mi

Mais de 90% dos hospitais particulares, conveniados ao SUS estão partindo para esse empréstimo

17 DEZ 2008 - 06h:15Por Redação

Através de Projeto de Lei, enviado ontem (16) pela manhã à Câmara Municipal para ser votado em regime de urgência, a prefeita Simone Tebet requereu autorização para dar anuência ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora de contrair empréstimo de R$ 4 milhões.
O empréstimo junto à Caixa Econômica Federal, a ser pago em 48 meses, está consignado aos repasses mensais do Sistema Único de Saúde (SUS) a que o Hospital tem direito pelos serviços médico-hospitalares que presta à população.
“É uma possibilidade de abertura de linha de crédito, criada pelo Ministério da Saúde junto à Caixa”, explicou o diretor administrativo do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, João Pessini. “O nosso limite de crédito é de até 30% do total de recursos que temos a receber no período”, informou.
“Esse empréstimo, a juros bem menores do que os que são praticados no mercado financeiro,  se faz necessário para reorganizar a economia do Hospital”, observou.
Com os pagamentos do salário de novembro, décimo terceiro e ainda o salário de dezembro e fornecedores, “em reduzido espaço de tempo, precisamos de ter em caixa mais de R$ 1,3 milhão”, informou João Pessini.
“Esta é uma das melhores opções do mercado financeiro para contrairmos um empréstimo que vai aliviar nossas contas”, comentou.
Mais de 90% dos hospitais particulares, conveniados ao SUS estão partindo para esse empréstimo, que necessita apenas da assinatura de um convênio entre a Caixa e o Hospital e a anuência do secretário municipal de Saúde.
“Em Três Lagoas, a prefeita Simone Tebet achou por bem encaminhar o projeto de lei para os vereadores autorizarem”, observou.

CRISE


Todos os hospitais continuam atravessando sérias crises financeiras, porque perdura a defasagem entre o teto financeiro estabelecido e repassado pelo SUS e o número real de pessoas que são atendidas gratuitamente.
“Essa defasagem continua e vai se acumulando, causando sérios rombos no caixa”, explicou o administrador do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.
Ele deu como um dos exemplos o período de janeiro a julho de 2007, quando foram atendidas gratuitamente 4.396 pessoas, devidamente relacionadas, sem que o Hospital fosse ressarcido por isso. “Gastamos com isso R$ 1.748 milhão, sem que ninguém nos pagasse”, observou.
“Apesar desses problemas, nunca deixamos de atender as pessoas que procuram nossos serviços”, completou.
O Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, além da população de Três Lagoas, atende pacientes de outros 15 municípios da região. No dia-a-dia, ainda atende a pacientes de cidades paulistas da região. “Se a pessoa, ao passar por Três Lagoas, a serviço ou a passeio, precisa de atendimento médico, recorre ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora”, explicou.
Para agravar ainda mais a situação da crise financeira, que afeta, não só o Nossa Senhora Auxiliadora, mas a maioria dos hospitais do Brasil, o número oficial de habitantes de Três Lagoas “está bem abaixo da população real, especialmente, com a contratação de operários da construção do complexo industrial da IP e da VCP”, lembrou Pessini.
“Tivemos um aumento da demanda e da complexidade de atendimentos, em decorrência dessa população móvel de trabalhadores e não recebemos nada por isso”, lamentou. (C.A.)

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