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Baleia Azul: ‘jogo’ suicida chega em Três Lagoas

Coordenadoria Regional de Educação faz alerta aos pais e professores sobre o ‘jogo’

22 ABR 2017 - 07h:00Por Jonas Turolla

”Já está em Três Lagoas, mas de maneira silenciosa”. Foi assim que a coordenadora regional de educação de Três Lagoas, Marizete Bazé, se referiu ao Baleia Azul, ‘jogo’ que incentiva o suicídio e que tomou as manchetes dos jornais nas últimas semanas. Apesar de nenhum caso ter sido registrado em Mato Grosso do Sul, o município já começou a tomar precauções em relação ao ‘jogo’. 

“Eu já falei com diretores, mandei uma reportagem para que eles ficassem instruídos sobre o Baleia Azul e pedi para que eles orientassem os pais nas próximas reuniões. Os pais precisam vigiar esses jovens nas mídias sociais”, afirmou a coordenadora.

De origem ainda desconhecida (acredita-se que tenha surgido na Rússia, em 2015), o ‘jogo’, na verdade, é uma sequência de tarefas enviadas via redes sociais (Facebook, Whatsapp, etc.), onde os organizadores, chamados “curadores”, propõem 50 desafios macabros aos adolescentes, como automutilação e suicídio (o último desafio). Há pelo menos dois casos de morte sob investigação policial, em Mato Grosso e na Paraíba, que, supostamente, podem ter relação com o Baleia Azul.

Segundo Marizete, o perfil do jovem que adere ao ‘jogo’ é sempre o mesmo. “Os pais têm que observar também que os filhos ficam encurralados. A pressão (do Baleia Azul) é muito forte. É uma quadrilha, que começa a ameaçar o jovem caso os desafios não sejam cumpridos. E o jovem está depressivo, inseguro, e acredita nessa história. Não deixe seus filhos sozinhos, procure dialogar com eles. É muito importante que haja esse alerta”, frisou.

Ainda de acordo com a coordenadora, embora não tenha ligação com o Baleia Azul, Três Lagoas já registrou, ao menos, uma tentativa de suicídio envolvendo adolescentes. “Eu era diretora da Escola Estadual Dom Aquino Correa e precisei gerenciar uma tentativa de suicídio coletivo envolvendo três alunos do ensino médio, em 2015. Um deles chegou a tentar se suicidar com veneno de rato, mas acabou confessando (o plano) para o pai, que correu até a escola para nos avisar. Nós conseguimos entrar em contato com os outros pais e salvar os outros dois jovens”, relatou.

Psicóloga do CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial), Juliana Moreira confirmou a chegada do Baleia Azul a Três Lagoas e destacou a importância do acompanhemento psicológico em casos de comportamento suicida. “Sim, já tivemos caso de um jovem que passou aqui e alegou ter participado do jogo Baleia Azul. É bom destacar que ações pontuais de prevenção ao suicídio e de valorização da vida acontecem diariamente na unidade, por meio do serviço de acolhimento e encaminhamento para consultas em psiquiatria, psicologia e outras especialidades”, explicou.

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