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Biblioteca Municipal recebe livros em braile e audiolivros

O acervo com 700 obras que beneficiará deficientes visuais é um projeto da Biblioteca Nacional

15 FEV 2013 - 08h:28Por Arthur Freire/JP

A biblioteca municipal Rosário Congro recebeu centenas de audiolivros e também livros escritos em braile. No total, são 700 obras no valor de R$ 12 mil. A ideia é criar acessibilidade para os deficientes visuais três-lagoenses. 

Para receber esse acervo, a biblioteca local se cadastrou no projeto Biblioteca Nacional. Esse programa, segundo a bibliotecária Fabiana Carla Cândido Gomes, visa modernizar as bibliotecas públicas. Ela informou que as remessas de livros estão chegando aos poucos. Porém, Fabiana acredita que até o final deste semestre todo o acervo já esteja disponível. 

Os livros em braile e os audiolivros ainda não estão disponíveis para empréstimos. É que a equipe de funcionários está catalogando o acervo. Mas, em breve, as obras poderão ser retiradas pelos leitores. Os gêneros são bem variados. Entre elas, há os seguintes títulos: “O caçador de pipas”, de Khaled Hosseini, e “Querido John” de Nicholas Sparks. 

Segundo Fabiana Carla, a biblioteca nunca recebeu a visita de um deficiente visual em busca de livros para locar. Porém, ela acredita que a falta de interesse talvez esteja ligada a pouca acessibilidade oferecida pelo órgão. Mas, a partir da aquisição deste material, a equipe da biblioteca pretende desenvolver projetos para incentivar os deficientes visuais a lerem. Os profissionais também vão fazer, junto às escolas públicas e particulares, um levantamento do número de deficientes visuais no município.

Para Telma Nantes de Matos, diretora do Instituto Sul Mato-Grossense para Cegos "Florivaldo Vargas" (Ismac), de Campo Grande, esse projeto é ótimo para inclusão e acessibilidade dos deficientes visuais. “Vejo que a luta nacional e estadual da categoria está proporcionando recursos para democratizar a informação”, disse. Ela falou também que toda a secretaria municipal de Educação deve ter uma sala de recursos para os alunos especiais, como cegos, surdos, entre outras deficiências.

Na avaliação da presidente, a inclusão e a acessibilidade são pontos chaves para que as pessoas excluídas consigam conquistar a tão sonhada cidadania.

Conforme Telma, o Ismac atende, hoje, 580 pessoas no estado. Dessas, 198 estão em reabilitação. Ela não soube precisar o número de deficientes visuais de Três Lagoas.

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