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TRêS LAGOAS

Câmara arquiva denúncia para abertura de Comissão Processante contra prefeito

Segundo o denunciante, a suspeita é de direcionamento de contrato, bem como de valores considerados altos

27 FEV 2018 - 14h:51Por Ana Cristina Santos

A Câmara de Vereadores de Três Lagoas arquivou na sessão desta terça-feira (27) denúncia feita por um morador da cidade com pedido ao Legislativo para abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB).

A denúncia, feita por Vanderlei Amaro Junior, pedia o afastamento e cassação do prefeito devido a renovações de contratos com a empresa Financial Ambiental, responsável pela coleta de lixo em Três Lagoas desde 2006.

Segundo o denunciante, a suspeita é de direcionamento de contrato, bem como de valores considerados altos pela coleta e gerenciamento de lixo.

Os vereadores, no entanto, entenderam que a denúncia é infundada e trata-se de uma “disputa de empresários” pelo serviço. Apenas os vereadores Renée Venâncio (PSD), Davis Martinelli (PROS) e Flodoaldo Moreno (Solidariedade) votaram contra o arquivamento da denúncia e favoráveis a abertura da Comissão Processante.

O presidente da Casa, André Bittencourt (PSDB), disse que não cabe à Câmara "entrar em brigas" de empresários. Disse ainda que a denúncia não tem fundamento e que o processo é analisado pela Justiça. “Existem empresários que estão por trás desta situação. Não podemos tirar o mandato do prefeito, que foi eleito democraticamente e porque empresários estão brigando entre si. Isso é massa de manobra e não cabe à Câmara analisar o mérito”, destacou.

O mesmo foi dito pelo líder do prefeito, o vereador Antônio Rialino (PTdoB).  “Isso é conflito de interesses pessoais. Essa denúncia já foi alvo de investigação por comissão da Câmara e já tem investigação na Justiça. Uma denúncia foi arquivada, e outra está em fase de recurso”, destacou.

Segundo Rialino, essa situação é fruto de uma empresa que perdeu a licitação para fazer a coleta do lixo e entrou na Justiça com essas denúncias.

Segundo o parlamentar, até acatando o que recomendou a comissão da Câmara, a prefeitura abriu licitação, em setembro do ano passado. No entanto, a mesma empresa, que alegou-se prejudicada na primeira licitação, ingressou na Justiça novamente para barrar o processo licitatório em andamento. “Isso é só conflito de interesse, a cidade não pode ficar suja, sem coleta de lixo”, destacou, ressaltando que o processo não tem sentença.

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