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Estelionatário é flagrado vendendo rifas em nome da Polícia Militar em Três Lagoas

Suposto vendedor vendia cupons por R$ 150 em nome de grêmio militar e tinha lista com cadastro de clientes

2 MAR 2018 - 11h:20Por André Barbosa

O serviço de Inteligência da Polícia Militar de Três Lagoas identificou e prendeu Jefferson Lopes da Silva, de 48 anos, suspeito de se passar por policial e oferecer rifas na cidade, em nome da instituição Militar de Campo Grande. O suposto vendedor agiu em vários estabelecimentos comerciais da cidade, cobrando R$ 150 por cupom numerado. Após denúncias, foi detido na terça-feira (27), na rua João Dantas Figueiras, no Centro.

De acordo com o tenente-coronel da PM, James Magno, o suposto vendedor não é policial, tampouco tinha autorização para vender em nome da Polícia. “A corporação não tem a prática. Ninguém pode usar o nome da PM para vender qualquer coisa. Tampouco a própria polícia. Existe uma determinação do Comando da corporação sobre vendas deste tipo. Ele se apresentava como membro da diretoria de Grêmio, com documentos falsos e cupom falso, de uma instituição criada por um cabo reformado da PM, em Campo Grande, alegando que iria construir uma sede, juntamente com a Polícia Civil”, disse.

Ele é morador do bairro Jardim Botânico, em Campo Grande. EM sua ficha criminal, possui ao menos quatro passgens pelo mesmo crime. Aos policiais, se apresentou como representante do Grêmio 8 de Abril, presidida por cabo reformado da PM. 

As rifas oferecidas continham informação de que correria pela extração da loteria federal.

Após denúncia anônima, por volta das 17h50 de terça-feira, os militares localizaram o suposto vendedor na área central, em carro com placas da Capital. No veículo foram encontradas provas de que ele estaria cobrando as rifas. Ao todo foram apreendidas 11 rifas, um comprovante de depósito no valor de R$ 150, além de nove folhas com nomes e endereços de empresas e pessoas de Três Lagoas.

Duas vítimas e uma testemunha confirmaram se tratar do vendedor dos cupons. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil onde o registro de estelionato foi elaborado. Ele também deverá ser enquadrado por falsidade ideológica.

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