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Caos nas agências bancárias de Três Lagoas

Na Caixa Econômica, clientes só entram quando há espaço

13 SET 2012 - 08h:16Por Cláudio Pereira

O desenvolvimento econômico trouxe muitos benefícios a Três Lagoas, mas, simultaneamente a isso, vieram muitos problemas. O caos nas agências bancárias é um deles. Bancos superlotados, filas enormes, demora no atendimento, pessoas aguardando do lado de fora, enfrentando sol e calor, sem qualquer conforto como assento, bebedouro e banheiros para amenizar tanta morosidade. Assim tem sido a rotina da população que necessita ir aos bancos em Três Lagoas, principalmente na primeira quinzena de cada mês.

O problema já ocorre há alguns anos, em decorrência do aumento no número de habitantes e da chegada de novos trabalhadores. Apesar de algumas agências terem investido na instalação de terminais eletrônicos em alguns pontos da cidade, assim como ter credenciado novos correspondentes bancários, as medidas são acanhadas e não têm sido suficientes para resolver o problema.
Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, a situação está mais do que crítica. Mesmo com a abertura da agência às 10h, muitos não conseguem entrar no banco e têm que ficar na fila, sob o sol, aguardando a diminuição do fluxo de clientes, já que a estrutura da agência não comporta um grande volume de pessoas.

Na manhã de ontem, as pessoas que estavam na fila na Caixa Econômica estavam revoltadas com esse critério adotado pela agência. Mães com crianças no colo, chorando, devido ao tumulto e ao sol escaldante, pessoas se protegendo com um pedaço de papel. Essas eram algumas das cenas vistas ontem na fila da Caixa.

 A segurança Ilma Aparecida Queiroz Arantes era uma das mais revoltadas. “A situação é revoltante. O atendimento é péssimo. Idosos, mães com crianças no colo sob esse sol, tendo que aguardar ter espaço lá dentro para entrar. Isso é um absurdo”, reclamou. Ilma ratificou que essa situação não ocorre apenas na Caixa. “No Itaú, o atendimento também é péssimo. As pessoas ficam na fila sob o sol, e o pior: dentro da agência não há cadeiras. A população tem que ficar em pé esperando para ser atendida. É um absurdo o que vem ocorrendo nas agências em Três Lagoas”, desabafou.

Ela disse ainda que já participou de dois abaixo-assinados contra o atendimento do Banco Itaú, o qual seria encaminhado ao Procon, mas, segundo a reclamante, nada foi feito. “A Lei dos 15 minutos não existe em Três Lagoas. A gente tem que ficar quase três horas aguardando para ser atendida e ninguém toma providências”, acrescentou.

Janaina Machado também estava na fila. Ela classificou a situação bancária em Três Lagoas como um descaso em relação à população. “Temos que enfrentar fila aqui fora e lá dentro. Não dá”, comentou.

O operador de máquina, José Alves de Azevedo, contou que na semana passada esteve na Caixa e esperou quatro horas, uma hora do lado de fora e três dentro da agência. Por ter que retornar ao trabalho, teve que desistir do atendimento depois de esperar todo esse tempo. Na manhã de ontem, estava lá novamente em busca de um atendimento. “Vamos ver se hoje eu consigo ser atendido. É preciso abrir novas agências, ter mais terminais espalhados pela cidade, alguma coisa tem que ser feita, porque do jeito que está não dá”, lamentou.

Wilson de Farias, pedreiro, também destacou o caos e afirmou que a cidade cresceu, mas as agências não acompanharam esse desenvolvimento. O soldador Paulo Roberto estava revoltado ao ver as pessoas sofrendo na fila de espera, sob o sol. “Todos os dias é assim. O povo continua sofrendo e a gente não vê a abertura de novas agências e a instalação de mais terminais”, frisou.

Esse não é um problema exclusivo dos bancos. As casas lotéricas, assim como os demais correspondentes bancários, estão na mesma situação. As filas são quilométricas nesses locais. Outra semelhança: pessoas expostas ao sol.

Glaucia Martins da Rocha estava na fila de uma lotérica na manhã de ontem e vivenciou o mesmo drama das demais pessoas. “É uma calamidade o que vem ocorrendo em Três Lagoas. As pessoas vivem estressadas por conta dessa situação e ninguém consegue resolver o problema”, destacou. Ela estava há um bom tempo na fila e não sabia se daria tempo de ser atendida, já que eram quase 11h e Glaucia tinha que buscar a filha na escola.


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