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TRêS LAGOAS

Casas populares podem ser construídas em área de 17,5 mil m² na Vila Piloto

Área tem espaço para abrigar até 100 unidade habitacionais, mas para evitar superlotação, prefeitura estuda construir até 78 casas

29 SET 2018 - 11h:00Por Ana Cristina Santos

A Prefeitura de Três Lagoas conseguiu regularizar uma área de 17,5 mil metros quadrados no bairro Vila Piloto, zona Leste da cidade. O terreno deve ser utilizado para a construção de casas populares. Segundo levantamento da prefeitura, o local comporta até 100 unidades habitacionais, mas para evitar uma superlotação populacional no local, a administração municipal estuda a possibilidade de construir 78 casas na área.

O terreno pertencia ao município. Mas, há mais de 12 anos foi doado a uma entidade. Após levantamento, a administração verificou irregularidade na doação, já que a área tem como finalidade a construção de moradias e o terreno voltou ao patrimônio município. Essa é a única área disponível no momento para a construção de casas populares. As demais são institucionais ou verde destinadas a praças, escolas ou posto de saúde, por exemplo.

Equipes dos setores de Planejamento e Habitação discutem, agora, a melhor utilização da área. Foi cogitada a possibilidade de permuta, para evitar uma superpopulação de moradores no bairro, formado, praticamente por casas populares.

Mas, outra situação em análise é que o bairro dispõe de infraestrutura, o que permitiria a construção imediata de casas, diferente de outras regiões da cidade.

DÉFICIT
Atualmente, Três Lagoas tem cerca de dez mil famílias numa fila de espera por casas. Além da falta de áreas públicas, o município também já atingiu a cota de construções de unidades por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, na faixa 1, destinado a famílias com renda mensal de R$ 1,8 mil.

Para reduzir o déficit, a prefeitura teria que desapropriar áreas para atender famílias com renda salarial superior.

O município tenta regularizar ainda uma área que pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal, no bairro Santa Terezinha, para construir 400 moradias por meio de uma parceria com investidores da construção civil.

No mês passado, um grupo de aproximadamente 400 famílias foi obrigado a deixar, por decisão da Justiça, de uma área particular na saída de Três Lagoas para Brasilândia. Algumas famílias ainda permanecem no local sob a alegação de não terem condições de pagar aluguel. A prefeitura, no entanto, alega que não pode interferir neste caso por ser uma área particular. Além disso, diz que é preciso respeitar o cadastro habitacional. 

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