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Cidade auxilia crescimento nacional de exportação

A pesquisa também mostra como é necessário este crescimento

19 OUT 2012 - 13h:22Por Reprodução Campo Grande News

De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Banco Bradesco, a cidade de Três Lagoas é uma das principais responsáveis pelo crescimento da capacidade produtiva de celulose no País. Das oito indústrias citadas pela pesquisa duas são de Três Lagoas. Projetos como o da Eldorado Brasil, com início previsto para dezembro deste ano, com capacidade para 1,5 mil toneladas, se equivale às fábricas de escala mundial. E projetos de expansão como o da Fíbria – em estudo para 2016 - podem auxiliar o aumento na capacidade total na produção brasileira chegando a 25 milhões, em 2017. Sendo que o País produz atualmente 14 milhões de toneladas. 

O
secretário de Desenvolvimento Econômico do Município, Marco Garcia, lembrou que a processo de industrialização de Três Lagoas foi muito bem planejado pelo Poder Público Municipal, mostrando às indústrias, não só as potencialidades do Município, mas também as responsabilidades sociais exigidas para se produzir na região.

A pesquisa também mostra como é necessário este crescimento. No Brasil o rendimento de um hectare plantado com eucalipto é de 44 m³ por ano, bem acima do concorrente mais próximo, o Chile com 25 m³. A vantagem brasileira está no solo e no clima favorável, com sete anos o eucalipto atinge o nível de corte, sendo que a média é de 10 a 12 anos, nos demais países exportadores da celulose. Além dos investimentos em avanços genéticos das plantas, melhora de manejo florestal e uso da biotecnologia.

“E a análise do Bradesco exemplifica a Eldorado Brasil como exemplo de logística no setor, com projeto de escoamento trimodal, rodovia-ferrovia-hidrovia”, destacou Marco.

Outro fator de crescimento é a descentralização das bases florestais brasileiras, que ficavam antes na região Sudeste, Sul e Bahia. Soma-se a isto o aumento da necessidade do principal comprador de celulose, a China.

Regiões como o Centro-Oeste dobraram sua participação no mercado, passando de 5,9% para 12,2%, entre 2005 e 2011. E o Mato Grosso do Sul ainda se destaca pela logística.

A pesquisa retrata um setor em processo de expansão, com garantias de crescimento devido a grande competitividade das florestas plantadas, comparada aos demais players globais.

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