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Clínica de Reabilitação está fechada há mais de um ano

Mesmo sem funcionar, Apae continua pagando aluguel do prédio

22 AGO 2012 - 08h:23Por Redação

A Clínica de Atendimento Ambulatorial e Reabilitação da Apae (CAARA), localizada na avenida Filinto Müller, em Três Lagoas, continua fechada desde a sua inauguração, em junho do ano passado. A entidade já gastou R$ 30 mil com o aluguel do prédio, que é de R$ 2 mil por mês, mesmo sem a clínica estar em funcionamento. O local está alugado desde maio de 2011.

 Entretanto, o valor gasto pela entidade foi bem maior, já que para reformar o prédio, a Apae investiu R$ 180 mil. O recurso gasto na reforma é abatido no preço do aluguel que custaria de R$ 5 a R$ 7 mil. Por isso, o valor pago atualmente é de R$ 2 mil. O governo do Estado também investiu R$ 52 mil na aquisição dos aparelhos para o centro que servirá de referência no tratamento de pessoas com deficiência e na recuperação de acidentados.

A princípio, a clínica não havia entrado em funcionamento por não estar habilitada pelo Ministério da Saúde. Contudo, agora, um novo fato surgiu: a extinção da portaria de nº 818 do próprio ministério, a qual regulamentava o credenciamento de instituições filantrópicas e que previa o repasse mensal de verba do governo federal para o funcionamento da clínica. Com isso, a Apae não contará mais com o recurso do Ministério da Saúde para aplicar no funcionamento do centro de reabilitação.

Segundo a diretoria da entidade, diante dessa situação, houve a necessidade de buscar parceria com as secretarias estadual e municipal de saúde para conseguir auxílio financeiro para o funcionamento da clínica. A Secretaria Estadual de Saúde precisa apresentar uma resposta sobre o assunto até o final deste mês.

CENTRO
De acordo com a Thaís Emiliana Sales da Silva, gerente de Políticas Públicas de Média e Alta Complexidade, da Secretaria Municipal de Saúde, a extinção da portaria, que ocorreu em junho deste ano, pegou todos de surpresa, pois a Apae já havia encaminhado todos os documentos necessários para conseguir a habilitação. Thaís explicou que entidades filantrópicas ficaram impedidas de obter esse tipo de credenciamento.

Para não perder toda a estrutura montada pela Apae, o município passou a pleitear um centro especializado de reabilitação tipo II. Entretanto, apenas o Estado poderia fazer o cadastro para pleitear recursos do governo federal para manter o funcionamento do centro. “Tem que ser obedecida certa quantidade de habitantes”, esclareceu Thaís.

O centro, de acordo com a coordenadora, terá um atendimento diferenciado em relação ao que era previsto na clínica. Thaís informou que será feito atendimento de reabilitação física e auditiva dos pacientes. “Esse centro é de extrema importância para Três Lagoas, pois não haverá mais a necessidade de encaminhar os pacientes, que sofrem algum trauma e que necessitam desse atendimento, a Campo Grande”, destacou.

O centro será regional e atenderá a pacientes de outros municípios, além dos próprios alunos da Apae. Em relação ao prazo para o funcionamento, ela disse que ainda não tem previsão, pois aguarda uma resposta da Secretaria Estadual de Saúde.

O valor previsto, inicialmente, para manter o atendimento diário do local foi de R$ 35 mil por mês, que seria utilizado para a manutenção da unidade e pagamento da equipe - composta por 15 profissionais, entre eles, fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta e médico.

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