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ARTIGO

Competição no mercado de trabalho

Leia o artigo do professor Walter Roque Gonçalves

1 SET 2018 - 07h:35Por Redação

Há algum tempo escrevi um artigo sobre competição e colaboração para demonstrar como ambas as forças estão correlacionados e permitem equilíbrio no ambiente de trabalho. O longa-metragem “Promessas de Guerra” dirigido e protagonizado por Russel Crowe (2015), o mesmo do premiado filme “O Gladiador” (2000), foi o exemplo utilizado. Vou remeter a mesma história dos exércitos que durante a primeira guerra mundial competiam pelo mesmo território, mas passado o conflito colaboraram entre si para identificar os soldados que sucumbiram durante o enfrentamento.

Quando se trata de empresas não vejo ambiente melhor do que o colaborativo para gerar sinergia e resultados surpreendentes. A competição interna gera a sensação de que o outro não pode se dar bem, como se com isso tivesse tirado espaço de alguém. Isto acontece porque a visão é tosca e limitada, qualquer que seja a cidade, por menor pareça ser oferece um bom mercado para ser disputado. Este mercado gera valores milionário para ser distribuídos na região entre os empresários que oferecem produtos e serviços e competem entre si.

Se as equipes se concentrassem realmente em conquistar uma fatia maior deste bolo, não precisariam competir entre si, perceberiam que colaborar é a única forma de bater a concorrência e crescer a empresa. No filme citado generais declarados inimigos passaram a colaborar diante de interesses em comum. Este é o segredo, basta identificar motivos maiores e comuns que unem uma equipe e se concentrar neles. Conquistar mercado é bom  motivo, pode ter certeza.

Neste ponto é importante salientar a questão de “vestir a camisa” da empresa, como querem os empresários. Ora, quando a empresa tiver indo mal todos sentirão, muitas vezes perderão os  próprios empregos, então porque não participar os funcionários quando tudo estiver indo  bem? Criar gratificações por mérito é algo realmente muito estimulante e leva aos funcionários a verdadeiramente a vestir a camisa, ou em outras palavras, a sentir a dor de dono! Afinal queda de vendas também afetará os interesses dos funcionários.

Este é um ambiente fértil e promissor, o colaborativo. No entanto, não podemos dizer que a competição não é saudável, sem ela não teríamos conquistado tantas melhorias para sociedade! Buscar melhorias constantes, se superar, sair da zona de conforto, se reinventar é uma forma saudável de competição. E, quando encontrar alguém melhor, porque não se inspirar e buscar ser tão bom quanto, afinal alguém já chegou lá, você também pode! A força da competição é positiva, mas precisa ser canalizada no lugar e da forma certa! 

*É professor e consultor de empresas.

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