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CASO GRAVE

Conselho identifica 50 ocorrências de automutilação entre estudantes

Número é superior a 50 adolescentes nessa condição, o que já despertou a atenção para o problema

17 DEZ 2017 - 09h:00Por Kelly Martins

Pelo menos 50 estudantes adolescentes de cinco escolas municipais de Três Lagoas são automutiladores, ou seja, estão utilizando objetos cortantes como lâminas ou facas, para se ferirem, por questões psicológicas. A constatação é do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que está buscando parceiros dentro da sociedade civil três-lagoense para formar grupo de apoio aos jovens vítimas de automutilação.

Segundo a presidente do órgão, Vilma Portella, o número é superior a 50 adolescentes nessa condição, o que já despertou a atenção para o problema. Perfil dos alunos varia entre 12 anos a 17 anos de idade, conforme explicou. “Esse dado é preocupante. A sociedade ainda não tinha se atentado ao problema no município. Os próprios colegas desses estudantes não denunciam o problema, por medo, ou até mesmo por conivência, o que pode também torná-los dependentes”, disse.

Como parte dos trabalhos do grupo, a presidente aponta terapias psicológicas. “Conseguimos de imediato, quatro psicólogas que vão atender estes jovens e identificar fatores que os levam à automutilação. Com o atendimento psicológico, estes estudantes vão ter o apoio que estão pedindo. A automutilação é um pedido de socorro”, observou.

Entre os vários fatores que levam os adolescentes a tal prática, de acordo com ela, está a violência física e sexual, entre outros problemas familiares. “Fui a um evento em uma escola e estava acontecendo uma reunião com os pais de alunos que foram identificados como automutiladores. Nos oferecemos, enquanto Conselho Municipal, para entrarmos nessa luta com esses pais e, desde então, temos feito algumas ações”.
O grupo não possui sede própria e os atendimentos ocorrem na rua Eurides Chagas Cruz, no prédio vizinho ao Posto de Saúde do bairro Interlagos. 

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