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Construção do novo contorno rodoviário gera polêmica

Empresários temem prejuízo e que cidade fique no ostracismo

24 MAI 2013 - 10h:46Por Redação
A construção do novo contorno rodoviário que visa desviar a rodovia BR-262 do perímetro urbano gera polêmica. Empresários que possuem estabelecimentos comerciais na avenida Ranulpho Marques Leal - início da BR-262- temem prejuízos em relação aos investimentos feitos na construção de seus empreendimentos na rodovia, principal via de acesso do município ao estado de São Paulo, ou vice-versa.

Outra questão apontada pelos comerciantes é que Três Lagoas ficará no ostracismo e que muitas pessoas deixarão de visitar a cidade com o desvio da rodovia do perímetro urbano.  Para o empresário Ademir Selles Gonçalves, o município ficará esquecido, caso essa mudança ocorra. “As pessoas que estão indo para outros municípios deixarão de conhecer a cidade, que ficará às moscas. Muitos que estão seguindo viagem, às vezes, acabam parando na cidade porque a acham atrativa. Alguns, depois, acabam investindo no município. Além disso, muitos deixarão de parar no postos de combustível, nos restaurantes, em oficinas e hotéis, por exemplo,”, destacou o empresário.

Gonçalves fez questão de ressaltar que Três Lagoas ainda não tem vida própria e que ainda precisa dessas pessoas que passam pelo munícipio. Quando a cidade chegar aos 200, 300 mil habitantes, poderá comportar um contorno rodoviário, mas hoje não. “Os empresários apostaram na localização dessa via, investiram alto na construção de prédios, lojas, concessionárias, hotéis, entre outros estabelecimentos, agora correm o risco de ficarem prejudicados”, frisou.

O empresário Getúlio Falco, proprietário de dois hotéis na avenida Ranulpho Marques Leal, também acredita em prejuízos para os comerciantes daquela localidade. “Nós investimos nessa via, visando àqueles que vem de fora. Acho que até poderia ser feito uma anel rodoviário desviando apenas as carretas e caminhões dessa avenida, e não os demais veículos. Além do prejuízo para os comerciantes, Três Lagoas corre um sério risco de cair no esquecimento”, opinou.

Para o empresário Rubens Miranda de Mello, o mais sensato seria duplicar o anel viário hoje já existente até a rotatória de Brasilândia ou Campo Grande. De acordo com o empresário, o custo dessa obra faraônica seria altíssimo e não haveria a necessidade de gastar esse dinheiro, já que existe toda uma infraestrutura pronta. “Duplicar a rotatória da BR-158 do trevo até ao aeroporto é uma forma de beneficiar a cidade e dar condições de segurança aos munícipes. Na Ranulpho Marques Leal, deveria ser ampliado o sistema de sonorização e semáforos, fechando a maioria das entradas de ruas secundárias”, salientou.

Ainda segundo Rubens Miranda, não há necessidade de gastar milhões com a desapropriação de fazendas para construir um novo anel rodoviário, já que existe um pronto que necessita apenas de algumas adequações. “Isso é um absurdo. Temos um posto de fiscalização bem construído, e com a construção da ponte rodoviária, com acesso a Ranulpho, não há necessidade de desapropriação. Alegam ainda que esse contorno vai desafogar o trânsito dessa avenida, daí eu pergunto: Será que o nosso fluxo de movimento ultrapassa cidades de outras cidades como São José do Rio Preto, Araçatuba, Goiânia, Bauru e São Paulo, onde passam milhares de carros por dentro das cidades?”, questionou.

REUNIÃO
Na manhã de hoje, representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) fazem uma reunião técnica para apresentar o estudo de viabilidade do contorno rodoviário. A reunião será às 9h, no Sest/Senat. Segundo o engenheiro do Dnit de Três Lagoas, Milton Rocha Marinho, não haverá prejuízos para os comerciantes da avenida Ranulpho Marques Leal, mas todas as dúvidas relacionadas a essa questão, conforme ele, serão sanadas hoje.

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