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APÓS GREVE

Consumidor faz filas para comprar gás e combustíveis

Mesmo com o fim da paralisação, produtos ainda são encontrados com dificuldade no comércio de Três Lagoas

2 JUN 2018 - 07h:00Por Ana Cristina Santos

A semana foi marcada por filas em postos de combustíveis e pela procura por gás de cozinha, em Três Lagoas, mesmo com o fim da greve nacional dos caminhoneiros, iniciada dia 21 de maio, e encerrada na quarta-feira (30). Os produtos continuam tarefa difícil de encontrar em depósitos e em postos da cidade.
As revendedoras de gás e postos enfrentaram a falta  dos produtos por quase uma semana - tempo suficiente para o fim dos estoques. E os três-lagoenses encontraram dificuldades para comprar gás e abastecer veículos até em cidades da região e da divisa com o Estado de São Paulo, que também ficaram desabastecidas.

Foi necessária escolta policial para que Três Lagoas recebesse um comboio de carretas com combustíveis na quarta. A partir daí, a cidade começou a receber aos poucos os combustíveis e também o gás de cozinha.
Ontem, ainda era possível encontrar filas enormes, dobrando os quarteirões, com carros para abastecer, e de pessoas tentando comprar gás. De acordo com empresários dos dois ramos, a previsão é que a partir da próxima semana a situação seja normalizada.

O diretor-secretário do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro), Márcio Hirade, informou que os postos de Três Lagoas já estão recebendo combustíveis diariamente, por isso não há necessidade da estocagem dos produtos por consumidores, por medo de acabar. Hirade orienta que motoristas abasteçam apenas o necessário para o dia a dia. “Se continuarem a comprar além do necessário, o tempo para regularizar o estoque dos postos será muito maior”, destacou.

Os supermercados também ficaram desabastecidos e diversas mercadorias, como pães e hortifrútis, faltaram nas prateleiras.

Aos poucas as indústrias de Mato Grosso do Sul retomam as atividades depois de sofrerem efeitos da greve. Contudo, o ritmo nas plantas não atingiu 100% da capacidade instalada pela falta de insumos, cujas entregas atrasaram com bloqueios de tráfego em várias regiões do país. As operações estão voltando de forma lentamente e, provavelmente, devem ser normalizadas na próxima semana, dizem empresários.

Em várias regiões do país, caminhoneiros bloquearam rodovias em protesto contra o preço do combustível e a política de reajustes adotada pela Petrobras. Em alguns casos, houve a necessidade do apoio do Exército para permitir que carretas com combustível, entre outros produtos, chegassem aos destinos por rodovias

REDUÇÃO
A greve perdeu força depois que o governo federal reduziu em R$ 0,46 o preço do diesel e assumiu o custo de R$ 9,5 bilhões pelo acordo, sem onerar a Petrobras.

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