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PARALISAÇÃO

Correios entram com ação de dissídio coletivo contra greve

Em Três Lagoas, paralisação chega ao sétimo dia nesta quinta-feira com metade do efetivo da distribuição de braços cruzados

27 SET 2017 - 16h:18Por Sergio Colacino

Um dia após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar que sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) garantam ao menos 80% dos trabalhadores em atividade durante a greve decretada na última sexta-feira (22), os Correios informaram nesta quarta-feira (27) que ingressarão com ação de dissídio coletivo, ação proposta à Justiça do Trabalho para solucionar questões não resolvidas em negociação direta. Em Três Lagoas, 50% do efetivo responsável pela distribuição estão parados.

“Essa determinação (de 80%) é estranha porque a própria empresa (Correios) tem noticiado que mais de 90% dos trabalhadores estão executando as atividades. Aqui em Três Lagoas, os funcionários do atendimento não aderiram à paralisação, o mais afetado é o setor de distribuição”, explica o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS), Vinicius Peron.

Em nota, a empresa informou que levantamento feito nesta quarta-feira (27) mostra que 90.607 empregados em todo o país estão trabalhando, o que corresponde a 83,45% do total. Mesmo assim, a empresa manteve em prática as ações do Plano de Continuidade de Negócios, que prevê o deslocamento de empregados entre as unidades e a realização de horas extras. As medidas, segundo os Correios, visam reduzir os impactos da greve para a população.

A greve entra no sétimo dia em Três Lagoas nesta quinta-feira (28). Entre os reflexos, estão mais de 60 mil cartas simples e unidades postais acumuladas na Central de Distribuição da cidade, sem prazo para que os carteiros realizem a entrega completa. Além disso, Brasilândia, Santa Rita do Pardo e Água Clara também estão sem distribuição, pois o mesmo efetivo atende a essas cidades.

Os Correios propõem reajuste de 3% nos salários e benefícios a partir de janeiro de 2018 e manutenção das demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017. “Estamos no aguardo de uma proposta decente para que possamos encerrar o movimento”, completa Peron.

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