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CRISE

Covid-19 gera campanha que valoriza pequenos comerciantes em Três Lagoas

Pandemia tem afastado consumidores de lojas, salões de beleza e academias

20 MAR 2020 - 17h:00Por Tatiane Simon

A pandemia do novo coronavírus tem feito muitos três-lagoenses correrem aos supermercados e farmácias. A maioria, interessados em comprar insumos de higiene pessoal e alimentos para estocar durante a quarentena. Os efeitos disso são os outros comerciantes, que atuam em linhas diferentes. Como a Claudia Said, que é maquiadora, tatuadora e designer de sobrancelhas. No estúdio dela, não entra um cliente há dias. A história dela se repete Três Lagoas afora. Pensando em pequenos empresários locais, uma campanha nas redes sociais está circulando desde esta quarta-feira (18). O intuito é valorizar o pequeno empresário.

O texto da campanha diz que grandes marcas dificilmente vão falir com a pandemia da Covid-19. Mas os pequenos podem ser mais impactados. E já estão sendo. A Claudia está com a agenda em branco. “As clientes acham que gastar dinheiro com serviços como os que eu ofereço são supérfluos neste momento. Não questiono. Mas sou empresária e vivo do meu negócio. Infelizmente, estou sendo impactada com a doença. A questão da higiene sempre foi praxe, agora, estou intensificando a limpeza”, explica.

O sentimento é uma mistura de medo de sair de casa e se expor ao vírus associado ao medo de comprometer o dinheiro em um período tão delicado para a saúde e também para a economia.

A Malu Coffacci também é comerciante. É dona de uma loja de roupas e acessórios. Também se articula em prol da campanha que valoriza empresárias iguais a ela. Buscou nas redes socais, ferramenta para anunciar as novas estratégias. Em um vídeo, ela informa que está em boas condições de saúde e não oferece riscos aos clientes, mas aqueles que preferirem podem receber as roupas em casa. “A ideia era sanar essa desculpa de que ninguém sai de casa. Se o cliente não vem, eu vou até ele. Além disso, pode pagar online pelo produto. Não precisa me passar cédulas de dinheiro e nem se deslocar até aqui”, garante.

Além das estratégias para não fechar as portas, as empresárias afirmam: a limpeza foi intensificada. “Álcool no balcão, no computador e na maquininha de cartão. Em todos as superfícies onde outras pessoas possam ter encostado, limpo em seguida”, conta Coffacci.

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