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CRAM já atendeu 700 mulheres em situação de violência doméstica

Mulheres em situação de violência recebem atendimento, com psicólogo, assistente social e ainda tem apoio jurídico

8 MAI 2013 - 08h:37Por Redação

Desde que entrou em funcionamento, em agosto de 2011, o Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM) já registrou 700 atendimentos em Três Lagoas. De janeiro a abriu deste ano, 74 mulheres vítimas de violência doméstica já procuraram o órgão em busca de atendimento.

Depois de funcionar por um bom tempo no bairro Nossa Senhora Aparecida, o CRAM está em novo endereço. O Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência agora está funcionando na rua Josino da Cunha Viana, 1.399, na Vila Nova. Na manhã de ontem, aconteceu um evento para a divulgação da nova sede do órgão.

O número de mulheres que tem procurado o CRAM, segundo a coordenadora do órgão, Sheila Regina dos Santos, é grande. Para ela, isso mostra que as mulheres estão denunciando as agressões impostas pelos companheiros. “É isso, a mulher tem que denunciar mesmo. Ela, sozinha, não consegue vencer a violência, por isso o CRAM está aqui para ajudá-la”, comentou.

Sheila informou que as mulheres em situação de violência recebem atendimento, com psicólogo, assistente social e ainda tem apoio jurídico. O período em que a mulher recebe o atendimento varia muito, segundo a coordenadora. “A partir do momento em que a mulher se sente preparada e fortalecida, ela mesma se dá alta do CRAM”, comentou.

Para a delegada, responsável pela Delegacia de Atendimento à Mulher, Letícia Mobis, o CRAM é de fundamental importância, uma vez que o índice de violência doméstica vem aumentando no município. “A violência doméstica não envolve apenas a questão jurídica, mas social e psicológica. O CRAM oferece esse atendimento a elas”, destacou. Na opinião da delegada, o número de ocorrências que são registradas na delegacia não significa que a violência vem aumentando, mas é um reflexo da mudança de comportamento que as mulheres têm mostrado, ao denunciar as agressões sofridas.

 

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