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SEM SAÍDA?

Credores ficam sem receber parte das dívidas do Consórcio UFN 3

Empreiteiras e Petrobras atrelam pagamento à venda da fábrica inacabada de Três Lagoas

15 JAN 2020 - 15h:17Por Valdecir Cremon

Credores do Consórcio UFN 3 terão de esperar ainda mais para receber o restante de uma dívida de R$ 400 milhões, com juros, acumulada desde a paralisação das obras na unidade de Três Lagoas, há cinco anos. O pagamento de débitos resultantes da prestação de serviços e fornecimento de materiais foram atrelados à venda da fábrica inacabada.

O advogado responsável pelas ações, Humberto Garcia de Oliveira, disse que os credores receberam 30% dos débitos e que há um acordo de quitação com a venda da fábrica.

A dívida original de R$ 36 milhões incluía apenas empresários de Três Lagoas. “Há credores de outros estados”, explicou Humberto Garcia.

A venda da UFN 3 foi negociada por cerca de dois anos com o grupo empresarial Acron, da Rússia, e abandonada em dezembro do ano passado, sem acordo. O Acron diz que pode voltar às negociações em “novo modelo” de venda neste ano.

Nesta semana, a Petrobras anunciou que vai paralisar totalmente a produção de amônia e ureia na fábrica de Araucária (PR), e que irá demitir 396 empregados da unidade. A causa seria um prejuízo de R$ 250 milhões em 2019 e uma previsão de mais R$ 400 milhões neste ano.

Desde o final de 2018, a empresa mantém fechadas as unidades de Sergipe e da Bahia, num plano de saída integral do mercado de fertilizantes.

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