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Custo de vida "engole" poder de compra dos salários

Média salarial do trabalhador três-lagoense, segundo informações do Caged, é de R$ 1,6 mil no município

23 MAR 2013 - 08h:27Por Arthur Freire/JP

Três Lagoas conta com 56 indústrias instaladas. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, de 2011, as indústrias de transformação geraram 8.980 empregos diretos, enquanto o comércio três-lagoense conta com 5.098 funcionários. O número de empregos gerados no setor industrial, entretanto, é considerado maior em razão das vagas oferecidas pelas prestadoras de serviços, os chamados empregos indiretos.

De acordo com o CAGED, o salário médio da indústria é de R$ 1.692,13, enquanto o do comércio é de R$ 1.044. De seis anos para cá, conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico de Três Lagoas, Marcos Garcia de Souza, o salário da indústria passou a ser mais alto do que o do comércio. Apesar disso, muitas pessoas têm reclamado do salário pago pelas indústrias da cidade.

Para Marco Garcia, não é que o salário pago pelas indústrias no município seja baixo, é que o custo de vida em Três Lagoas está muito alto. Segundo ele, tudo o que se ganha é destinado às despesas. Segundo o secretário, os fatores que fazem com que o custo de vida seja alto são os preços do aluguel, do combustível e dos produtos alimentícios. “Mesmo a pessoa ganhando um salário razoável, está complicado porque o custo de vida em Três Lagoas está alto”, frisou.

Na opinião dele, isso acaba prejudicando a vinda de mais gente para a cidade. “Por isso, muitas pessoas preferem morar nas cidades vizinhas e vir para Três Lagoas apenas para trabalhar”, observou Marco Garcia de Souza. Questionado se o Poder Público consegue interferir para amenizar o alto custo de vida, o secretário disse que, em relação aos aluguéis, isso é possível indiretamente.

Com a construção de mais moradias populares, a tendência é de que sobrem mais casas para alugar. Com isso, deve haver uma queda nos preços dos aluguéis, ou seja, prevalecerá a lei da oferta e procura. Ele ressaltou que a entrega de mais 1.200 unidades habitacionais nos próximos meses, contribuirá para amenizar esse problema. Nos próximos meses, está prevista também a ordem de serviço para a construção de mais unidades.

Quanto aos estabelecimentos comerciais, em especial de alimentação, o secretário comentou que a procura é grande e a oferta é pouca, o que contribui para o atual cenário do comércio local. “As pessoas precisam consumir e os empresários querem é vender. Sempre falo que isso vai melhorar quando existir mais ofertas”, destacou.

INDÚSTRIAS
Marco Garcia informou que mais quatro indústrias estão previstas para entrar em funcionamento neste ano: a Nit, indústria que irá produzir fios de algodão e deve gerar 50 empregos; a Neutraliza, indústria na área do tratamento e desdobramento de madeira, com previsão de gerar cerca de 30 empregos; a Embalatec, empresa no ramo de embalagens, também com 30 postos de trabalho, e a Andreza, indústria de bordados, com mais 80 empregos. Destacou também que haverá a ampliação da Fatex, que deve gerar mais 100 novos empregos, assim como da Brascopper com mais 50 empregos.

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