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Deficientes ainda sentem dificuldades de acesso

São limitações mínimas, despercebidas aos olhos da população

3 DEZ 2008 - 07h:01Por Redação

“Não existe preconceito pior do que ser ignorado”, afirma Marco Antônio Maria, fundador da Associação dos Deficientes Físicos e Portadores de Necessidades Especiais de Três Lagoas, ao comentar sobre as dificuldades sentidas no cotidiano. No dia Nacional do Deficiente Físico, comemorado hoje (3), a Cidade registra algumas melhorias em relação aos anos anteriores no que se diz respeito à acessibilidade, todavia, os deficientes necessitam de mais atenção.
São limitações mínimas, despercebidas aos olhos da população, que impossibilitam a vida do portador de deficiência. Segundo Maria, o número de estabelecimentos que dispõem de condições básicas para a circulação de deficientes ainda é pequeno.  “Você encontra supermercados com caixas destinadas ao atendimento de deficientes que não possuem espaço para a passagem da cadeira de roda”, observa. 
Marco Antônio sofreu acidente de moto aos 17 anos, quando enfrentou a drástica mudança em sua vida, decorrente do desastre. “Eu não nasci deficiente e isso me deu oportunidade de sentir na pele a verdadeira diferença em ser uma pessoa normal e ter uma limitação física”, colocou.
De acordo com o último Censo Demográfico, em 2000 o Brasil tinha 24,6 milhões de pessoas portadoras de alguma deficiência, o que correspondia a 14,5% da população brasileira. O Censo registrou que dentre os 24,6 milhões de deficientes, quase 150 mil se declararam cegos. Já entre os 5,7 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência auditiva, um pouco menos de 170 mil se declararam surdos.
Para amenizar a dificuldades desta parcela da população, o país criou leis que determinam reserva de vagas para portadores de deficiência nos concursos públicos e em empresas com mais de 100 funcionários. A incerteza do cumprimento destas leis, a falta de estrutura para a garantia do direito de ir e vir do portador, unida ao preconceito latente da sociedade, são notórios no dia-a-dia dos deficientes. “Hoje, no centro da cidade, onde os bancos estão instalados, existem 43 vagas de estacionamento. Dentre estas, apenas uma é para deficiente”, comenta Maria.
É importante destacar que a proporção de pessoas portadoras de deficiência aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos, para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos. À medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas com deficiência aumenta, surgindo um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo.
CAUSAS
Quanto aos acidentes traumáticos, os dados são mais preocupantes. De acordo com pesquisa da Clínica de Lesão Medular da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), 73,4% dos deficientes tratados pela instituição adquiriram o problema por acidentes de carro, armas de fogo e queda. A clínica revela ainda que, deste universo, 43,5% de seus pacientes sofreram lesões em razão de acidentes por armas de fogo. Os dados estatísticos dos últimos três anos também mostram que 83,5% dos pacientes são do sexo masculino e 68,3% estão paraplégicos.
Cerca de 82% dos lesados medulares (paraplégicos e tetraplégicos) foram vítimas de algum tipo de acidente. O restante corresponde a lesões não-traumáticas, provocadas por algum tipo de doença.
Em Três Lagoas, segundo o soldado Araújo, da Polícia Militar, só no mês de janeiro foram registrados 144 acidentes de trânsitos. Dentre os acidentes, 77 tivedram vítimas, nenhuma fatal. O hospital Auxiliadora, que presta o socorro às vítimas da cidade não soube informar o número de vítimas com lesão medular, adquirida nos acidentes registrados.

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